PATRIMÔNIO
Chatodô foi esquecido
Sem água há quase dois anos, piscina do monumento precisa de obra de reparo
O Château d’Eau, um dos principais monumentos históricos de Cachoeira do Sul, cenário para fotografias de casamento, formaturas e aniversários de centenas de cachoeirenses, está abandonado e esquecido pelo poder público municipal – embora fique exatamente na frente do paço municipal, onde fica o gabinete da Prefeitura.
Bem tombado pelo Município e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado, o castelo d'água está há dois anos sem água na sua piscina devido a um problema de infiltração e atualmente a sujeira toma conta de suas paredes e ornamentos.
CONCRETO DESABOU
Uma das ninfas tinha até fezes de pássaros em uma de suas pernas no dia em que a reportagem do JP fez os registros fotográficos. Além disso, parte do concreto que fica em frente a uma das escadas internas do monumento se soltou, embora seja impossível dizer se por ação de vândalos ou pelas intempéries.
IMPORTANTE
Logo após ter feito a recuperação do Château d’Eau, que foi patrocinada pela Corsan, o Estúdio Sarasá ofereceu oficinas para a manutenção da limpeza no monumento.

Chatodô: monumento aguarda há quase dois anos por obra de reparo da piscina
MEMÓRIA
Antes de ser afastado do cargo pela Operação Fandango e renunciar, o ex-prefeito José Otávio Germano chegou a mencionar que colocaria a manutenção do Chatodô como um dos pedidos na negociação para renovar o contrato de abastecimento e saneamento com a Aegea. Este item não foi incluído pela prefeita Angela Schuh na assinatura de novo contrato com a empresa que comprou a Corsan.
ATENÇÃO
Duas semanas atrás, a cidade promoveu um seminário para discutir formas de atrair turistas. Naquele encontro, um dos potenciais da cidade conforme mapeamento do Sebrae, era justamente o patrimônio histórico da cidade. É curioso que a cidade sonhe e esteja planejando ter o turismo como aliado para gerar renda quando um de seus principais exemplares patrimoniais, um cartão de visitas da cidade, encontra-se esquecido pelo poder público municipal.
Quase dois anos e nenhuma medida
Ainda em meados de 2022, diante de queixas da comunidade, a Prefeitura chegou a ensaiar uma obra para a recuperação do Château d’Eau. Houve até um teste para encher a piscina do monumento, com ajuda do Corpo de Bombeiros, mas no outro dia toda a água já havia se dissipado com o problema da infiltração.
Questionada sobre a situação do monumento, a prefeita Angela Schuh diz que é preciso buscar recursos de emenda parlamentar para recuperar o monumento. O custo da obra para a recuperação da infiltração, porém, não seria tão caro – R$ 15 mil à época, segundo estimativa feita ainda em agosto de 2022 pelo Estúdio Sarasá, empresa responsável pela recuperação do monumento, patrocinada pela Corsan.
EMENDA PARLAMENTAR
Conforme a secretária de Indústria e Comércio, Vanessa Csaszar, além da compra de material, algumas medidas que a Sarasá destacou que precisam ser tomadas é a quebra do contrapiso, extermínio de formigas, colocação de acrilex e grade e, após, refazer o contrapiso. Um ex-deputado estadual, Eric Lins, chegou a prometer à Prefeitura que destinaria uma emenda de R$ 100 mil para a obra, mas o recurso jamais foi destinado oficialmente, segundo a pasta de Planejamento.
UMA PERGUNTA
O que será feito no Chatodô?
A prefeita Angela Schuh deu a entender que incumbiria a secretária de Planejamento e Indústria e Comércio, Vanessa Csaszar, de conduzir ações visando a recuperação do Chatodô. A ideia dela é buscar uma emenda parlamentar com algum deputado para ações no monumento.
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