Ouçam o que ela diz

07/03/2026 00:00 - por Redação jp@jornaldopovo.com.br

Fonoaudióloga Taissane Sanguebuche

O Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade para reconhecer a presença feminina em diferentes áreas da sociedade. Na saúde, esse protagonismo se destaca não apenas pela competência técnica, mas também pela sensibilidade e pelo cuidado com as pessoas. 

Na área da saúde auditiva, a fonoaudióloga Taissane Sanguebuche, da Clínica Ouvesom, atua há mais de uma década ajudando pacientes a recuperarem a qualidade de vida por meio do cuidado com a audição. Para ela, ouvir vai muito além de captar sons.

“A audição está diretamente ligada à comunicação, à convivência familiar e à autonomia das pessoas. Muitas vezes, quando alguém começa a perder a audição, acaba se afastando das conversas e de momentos importantes da vida”, explica.

Segundo a profissional, ainda é comum que muitas pessoas acreditem que a perda auditiva faz parte do envelhecimento e que não há muito o que fazer. No entanto, ela destaca que atualmente existe mais informação sobre a importância de cuidar da audição e também sobre a relação entre a saúde auditiva e o funcionamento do cérebro.
Estudos indicam que a perda auditiva não tratada pode aumentar o esforço cognitivo, causar cansaço mental e contribuir para o isolamento social. Por isso, avaliar a audição e iniciar o tratamento adequado o quanto antes pode fazer grande diferença.

Outro avanço importante está na tecnologia dos aparelhos auditivos, que hoje são mais discretos e inteligentes, adaptando-se automaticamente aos diferentes ambientes sonoros. Na clínica, Dra. Taissane trabalha com dispositivos da marca Starkey, referência mundial em tecnologia auditiva.

Mesmo com toda a inovação, a fonoaudióloga reforça que o acompanhamento profissional é essencial. “O aparelho auditivo precisa ser adaptado à rotina e às necessidades de cada paciente. Revisões, ajustes e orientações fazem parte desse processo”, afirma.

Para Taissane, atuar na área da fonoaudiologia é também uma forma de cuidar das pessoas. “Cada paciente traz uma história de vida. Poder ajudar alguém a voltar a ouvir melhor e participar novamente dos momentos em família é algo muito gratificante”, conclui.

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