Custo de R$ 4 milhões para readequação inviabiliza manutenção da atual estrutura
Fiergs trabalha com alternativas para não fechar Escola Senai
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Sem dispor dos R$ 4 milhões que seriam necessários para readequar o prédio e maquinário da Escola Senai João Luderitz, a Fiergs decidiu que não pode mais manter o prédio da Rua Alarico Ribeiro, cuja estrutura se tornou obsoleta.
No entanto, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, garante aos empresários locais que se o prédio e equipamentos da Escola Senai João Luderitz forem vendidos o dinheiro não sairá de Cachoeira do Sul, sendo reinvestido em uma nova escola menor, porém com tecnologia de ponta. O prédio atual, na Rua Alarico Ribeiro, foi inaugurado em 1952.
O presidente do Conselho Consultivo da unidade Senai de Cachoeira, empresário João Streit, que é diretor da Screw, frisou que os empresários cachoeirenses não abrem mão de uma escola de formação.
"Entendemos que a readequação do prédio sairia muito cara, dependendo de plano de incêndio, acessibilidade, troca do forro e adequação às normas técnicas de segurança etc. Todavia, a formação de mão de obra é indispensável, não basta a vinda das unidades móveis (carretas), que são só para aperfeiçoamento", salienta.
Streit informou ainda que, há cerca de 10 dias, o diretor local da Fiergs, Adriano Cauduro, levou em mãos uma correspondência para a diretoria do Senai com três propostas de reestruturação da escola básica de formação, que estão sendo analisadas. Duas delas incluem parcerias com a UFSM. Nesta sexta-feira o reitor da UFSM Paulo Burmann virá pessoalmente a Cachoeira do Sul para discutir o assunto.
CACISC AO MEIO-DIA - Heitor Müller veio à cidade como palestrante do Cacisc ao Meio-dia na edição especial comemorativa à 19ª Fenarroz, realizado nesta quarta-feira, no CTG José Bonifácio Gomes. Ele falou sobre as reformas que o Brasil precisa, principalmente diante da turbulência no cenário da política federal, que impedem a economia de se recuperar mais rapidamente.
No final da manhã, pouco antes da palestra, Müller participou de uma reunião fechada com os empresários locais para discutir o futuro do centro de formação profissional. Ele veio acompanhado do diretor do Senai/RS, Carlos Trein.
Além do alto custo para readequação do prédio atual da Escola Senai João Luderitz, o diretor do Senai/RS deixou claro que os cursos oferecidos ficaram desatualizados, atraindo poucos alunos. Ele acrescenta que o prédio do Senai de Cachoeira é antigo e acabou sofrendo com os efeitos da tragédia da Boate Kiss em Santa Maria, que encarecem sobremaneira a readequação.
"Não é uma realidade só de Cachoeira, é de todo o estado, aliás já fechamos algumas escolas. As empresas de hoje usam o conceito de indústria 4.0, um termo alemão, que faz referência ao fato de que já vivemos na quarta revolução industrial, pois tudo é informatizado", pondera.
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SENAI
Cleide Machado em 26/05/2016 às 14h48Se o SENAI vender o prédio para construir em outro lugar, um mais moderno, pergunto se esse local não serviria para os planos do super da comercial Zaffari. Sendo assim o SENAI já teria um comprador e a comercial Zaffari teria o seu local para a construção do mercado, ajudando no crescimento da zona norte da nossa cidade.
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