Prefeito alega que não quer polêmica com a categoria
Ghignatti recua no decreto de padronização dos táxis
REGULAMENTAÇÃO
Apesar das insistentes promessas, o ex-prefeito Neiron Viegas completou seu mandato sem conseguir levar a cabo a padronização dos táxis. A Lei Municipal 4.426/2016 - Lei dos Táxis -, que estabelece novas regras sobre o serviço de táxi em Cachoeira do Sul, completou um ano no último dia 13, e o decreto para regulamentar os detalhes que não constam na norma, está ameaçado de não sair.
O prefeito Sérgio Ghignatti foi bem claro em dizer que não quer polêmicas com a categoria, portanto não pretende publicar o decreto que Neiron deixou para trás. "Os taxistas desempenham um ótimo serviço em Cachoeira do Sul e são uma das categorias mais atingidas com a crise que obriga a população em geral em cortar despesas", analisa GG.
Não é a hora apropriada para estar criando ônus e novas obrigações para os taxistas.", avalia o chefe do Executivo. "Os taxistas com quem conversei não querem a padronização, pelo menos por enquanto, então vou atender ao pedido deles. Se houver mudanças, elas serão graduais e em momento mais oportuno", sentenciou GG.
O prefeito afirma que mais adiante, buscará informações com o Sinditáxi, que representa a categoria, e também diretamente com taxistas profissionais experientes para ver o que realmente precisa ser regulamentado e o que pode ser descartado, de modo a não onerar a categoria que vem sofrendo com as quedas no faturamento do ano passado para cá.
MARCAS NA PINTURA
Um taxista da Praça Bonifácio, que se identificou apenas como Nelson, afirmou que as concessionárias avisaram aos taxistas que a listra quadriculada que o ex-prefeito Neiron queria implementar nos táxis pode desvalorizar em até R$ 2 mil os veículos na hora da troca, porque deixam marcas na pintura.
Eles também reclamam do preço da adesivação, e que as concessionárias passaram a cobrar cerca de R$ 800,00 a mais na troca por um veículo da cor branca, que antes da publicação da Lei dos Táxis costumava custar mais barato.
A reportagem do Jornal do Povo sondou junto a outros cinco taxistas que estavam no ponto de táxi da Praça Bonifácio na tarde desta sexta-feira, que foram unânimes em dizer que não querem a padronização.
O ex-funcionário que cuidava do setor de transportes no governo Neiron, Aldonei Cândido, revelou que apenas cinco táxis que já haviam sido negociados mais ainda não haviam sido regularizados, aproveitaram a janela de dois meses que foi aberta com a publicação da nova lei, no início do ano passado, para transferir a propriedade dos pontos.
Ele acredita que outras negociações não foram tentadas porque a Lei dos Táxis prevê o pagamento de uma taxa de R$ 7 mil para a Prefeitura no caso de venda da concessão.
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Melhorando
Jorge Silva em 24/01/2017 às 10h59Quando parece que alguma coisa irá melhorar, volta-se ao retrocesso. Será que a padronização só funciona em cidades de grande porte? Em 30 anos que saí de Cachoeira, parece que a única coisa que evoluiu foi a vila chamada de malvinas.
Padronização
Maria Luiza Rodrigues em 23/01/2017 às 16h23Pura falta do que fazer, do antigo prefeito, querer padronizar os táxis na cidade. Já estão surgindo, no mercado, outras maneiras de transporte e com certeza Cachoeira não irá ficar de fora.
Organização.
Sandro Fortes em 23/01/2017 às 08h31Não tem cabimento retroceder, os veículos padronizados dão a sensação de cidade organizada e fica mais fácil detectar um táxi nas ruas.
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