Escola não poderá mais receber crianças de 4 anos
João Neves perde a educação infantil
Desde 1944
Ao longo de sete décadas, centenas de cachoeirenses entraram pela primeira vez em uma sala de aula para serem alfabetizados no Instituto Estadual de Educação João Neves da Fontoura, que hoje chora o fim da sua educação infantil, uma das mais tradicionais de Cachoeira do Sul.
Após 73 anos, agora o João Neves perdeu a educação infantil e não abrirá novas turmas em 2018 para atender as crianças a partir dos 4 anos de idade, que ingressam no nível A. Os alunos que são deste nível atualmente serão atendidos no nível B em 2018, quando encerrará um capítulo da história do João Neves.
A extinção da educação infantil no João Neves está prevista em uma portaria da Secretaria Estadual da Educação, que estabelece critérios e procedimentos para as matrículas, e veda a abertura de novas turmas deste nível de ensino em toda a rede estadual de ensino.
A educação infantil deve ser garantida às crianças pelo Município, mas ao longo de anos o Estado ajudava a suprir a carência pela falta de creches. Assim, não haverá inscrições para matrículas para a educação infantil do João Neves, o único colégio da rede na região que ainda oferecia a modalidade.
A diretora do João Neves, Ana Maria da Anunciação Bembom, lamenta a extinção da educação infantil, que atualmente conta com 85 alunos em quatro turmas, duas no turno da manhã e duas na parte da tarde.
Ela observa que o João Neves oferece o curso de Magistério, hoje com 105 alunos em aula, que fazem o seu estágio nas turmas da educação infantil. "A escola está triste. Fiz tudo o que era viável para tentar manter", lamenta Ana Bembom.
Ao receber a portaria, ela encaminhou um memorando para a 24ª Coordenadoria Regional de Educação pedindo para manter as turmas dos baixinhos, sem sucesso.
Encontrou algum erro? Informe aqui
João Neves
Juliano Amaral Pereira em 09/11/2017 às 10h36Que triste. Em 1990 entrei no nível A ou "Jardim" como chamavam. Excelente espaço, excelentes professoras, estrutura....que pena. Meu dia começa triste com essa notícia.
Texto transcrito de minha colega Miriam Hettwer... Ela disse tudo....
Maristela Bartmann da Silva em 08/11/2017 às 20h26Lamentável, mais de 80 crianças perderão seu direito direito de frequentar a escola. É direito da criança e obrigação dos pais a matrícula em educação infantil a partir dos 4 anos de idade. Direito este assegurado em lei. Com a extinção destas turmas onde estas crianças serão matriculadas? Nosso Instituto possui as instalações adequadas para o atendimento destas turmas, salas com espaço adequado ao número de alunos, banheiros adequados e área externa muito bem equipada para atender às especificidades que esta faixa etária necessita. Sem contar os profissionais com a formação adequada a este atendimento. Mais uma vez eu pergunto, onde estas crianças de 4 e 5 anos irão estudar? Em Escolas de Ensino Fundamental? Sem pracinha, em salas apertadas, sem as devidas adequações e cuidados específicos que esta faixa etária necessita? Longe de suas residências? Sabemos de todo o esforço que o município está fazendo para cumprir a Meta 1 do Plano Nacional de Educação, para que todas as crianças de 4 e 5 anos estejam matriculadas em turmas de educação infantil, mas a que preço isto está acontecendo? Qual a qualidade de ensino que está sendo oferecida? Mais do que isto, estamos falando de um INSTITUTO, uma escola de aplicação do Curso Normal, isso quer dizer que esta escola DEVE disponibilizar turmas para que as futuras professoras apliquem seus conhecimento e realizem suas práticas. Se o Curso Normal habilita seus formandos para serem professores de Educação Infantil e Anos Iniciais, logo esta deve oferecer turmas para que as práticas sejam realizadas, ou seja, deve oferecer turmas de educação infantil. Como a matéria mesmo diz, temos 105 alunos no Curso Normal. Alunos de todas as idades, meninas de 15 anos, do curso em nível médio, até pessoas mais maduras, do curso pós-médio que precisam deste espaço para realizar as suas práticas. Como iremos deixar alunos (que estão sob nossa responsabilidade) "andar" pelas escolas da cidade sem a devida supervisão??? Poderia aqui ainda lançar muitas outras questões pertinentes... Mas o que quero deixar claro é que a extinção destas turmas pela Secretaria Estadual de Educação é inviável: inviável para o atendimento das crianças, inviável para o cumprimento da Meta 1, inviável para a manutenção do Curso Normal e inviável para a comunidade escolar. Mirian Hettwer - Presidente do Conselho Escolar do Instituto Estadual de Educação João Neves da Fontoura
Três estudantes cachoeirenses são premiados na OBMEP
Estudantes da Rede Municipal de Ensino irão receber premiação em Santa Maria
Quadra de areia da Praça da Soares ganha nova iluminação
Foram instalados oito novas lâmpadas de LED
Romance Uma Segunda Chance estreia no Cine Via Sete
Filme é uma das novidades da semana
Movimento estudantil está de volta
Alunos atuam na reivindicação de melhorias
Bagé consegue o seu curso de Medicina
Intensa articulação política e alinhamento partidário podem ter contribuído
Corredoras promovem vaquinha para iluminar a Praça da Soares
A meta é reunir R$ 3,5 mil para a compra de refletores
Matheus Tischler é o novo presidente do Sindigêneros
CEO da Rede Tischler, Mariane Labres deixou a presidência
Falta de material suspende o Castramóvel
Advogada Milene está desde de fevereiro aguardando a castração dos seus animais
Obra de arte símbolo da UFSM/Cachoeira completa um ano
O mural "A luz que guia", do artista Léo Brum, completou um ano no Passo d'Areia. Pintura levou três meses para ser concluída em 2025.
Prefeitura faz pressão pela 2ª balsa no Dnit
Áreas da Rua Esperanto e Praia Nova para atracadouros da segunda travessia
Sábado de vacina em Cachoeira
9 postos de saúde estarão aplicando doses das 8h às 17h
