ÚLTIMOS INDECISOS
3 vereadores vão decidir a reforma do Faps
Governo e servidores têm 6 votos
A votação do projeto de lei mais polêmico que ainda restou no ano de 2025 da Câmara de Vereadores está nas mãos de três vereadores que seguem indecisos, Alex da Farmácia (Republicanos), Edimar Garcia (PL) e Felipe Faller (Republicanos). A proposta de parcelamento das dívidas do Faps em 25 anos deve ser apreciada em uma das próximas três sessões ordinárias que a Câmara fará este ano.
No momento, há uma divisão clara de votos. Seis parlamentares da base estão posicionados de forma inarredável a favor do projeto. Outros seis já demonstraram sua posição contrária, pela forma como a proposta é discutida e amparados pelos sindicatos.
Os três indecisos serão alvo de aproximações, negociações e pressões nos próximos dias para definirem sua posição. Servidores já têm procurado os vereadores pedindo a rejeição – o argumento deles é que a proposta vai descapitalizar seu fundo de aposentadoria e colocar em risco a sua sustentabilidade.
AMEAÇA DAS IMPOSITIVAS
O Governo Leandro Balardin pressiona de outras formas, com o peso da máquina a serviço de demandas dos parlamentares. Além disso, o prefeito tem a caneta que pode escolher quais emendas impositivas serão pagas ou não nos próximos anos, detalhe que tem sido muito discutido nos bastidores.
O placar
Reparcelamento em 25 anos
A FAVOR – 6 VOTOS
- Magaiver Dias (PSDB)
- Juliana Spolidoro (PSDB)
- Ricardinho Machado (PSDB)
- Serginho Quoos (PSDB)
- Daniela Santos (PL)
- Alvaro Borges (Podemos)
CONTRA – 6 VOTOS
- Adriana Palladino (MDB)
- Ana Paula Melo (PP)
- Mariana Carlos (PT)
- Ryan Rosa (PT)
- Jeremias Madeira (PL)
- Gilmar Dutra (Republicanos)
INDECISOS – 3 VOTOS
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- Alex da Farmácia (Republicanos)
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- Edimar Garcia (PL)

- Felipe Faller(Republicanos)
Guerra de argumentos
Por que o superparcelamento importa tanto
- O projeto é tido pelo governo como uma forma de aliviar o caixa, liberando recursos para investimentos em melhorias na cidade. Com esse argumento, conquistou o apoio da Cacisc, que fez uma nota em defesa do projeto, e tem celebrado o pagamento em dia das alíquotas do Faps neste ano.
- O posicionamento dos três sindicatos que representam o funcionalismo é contrário. Entre os argumentos, o risco de colapso do fundo de aposentadoria, que já perdeu recursos na ordem de R$ 800 mil mensais com o fim de contribuições sobre verbas não incorporáveis e teria outros R$ 1,2 milhão a menos ao se alongar as dívidas restantes em 25 anos.
- A questão é que o Faps soma a cada ano uma massa maior de dinheiro gasto por aposentados e pensionistas na economia cachoeirense. A falência do Faps irá retirar pelo menos 2 mil famílias com poder de consumo da rota econômica da cidade, o que terá um impacto enorme. Só em novembro, a folha bruta do Faps bateu em R$ 6,9 milhões para 1,3 mil matrículas.
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