FUNCIONALISMO
Bala: “Não dá para dar reajuste maior”
Prefeito diz que situação financeira só vai melhorar se reformas forem aprovadas nos próximos meses
Em reunião de cerca de uma hora com uma comissão do Sindicato dos Municipários de Cachoeira do Sul o prefeito Leandro Balardin justificou por que não pode dar um reajuste maior do que os 4,77% encaminhados em projeto de lei ao quadro geral do Município, nem mesmo pagar mais do que os R$ 25,00 a mais propostos no vale-alimentação dos 2.066 servidores municipais.
“Da minha parte não falta desejo de pagar mais. Falta dinheiro. Não estou aqui apenas para justificar. Estou aqui para mudar isso, mas não vou conseguir mudar no primeiro ano”, declarou. Balardin repetiu o discurso que tem feito nos últimos dias – disse que o déficit previsto para o orçamento deste ano era de R$ 66 milhões e já teria sido reduzido para R$ 51 milhões, citou o alto comprometimento do orçamento com a previdência – o gasto no ano com o Faps será de R$ 133 milhões, entre outras dívidas.
“As contas não me permitem dar nenhum centavo a mais, devido à herança que recebemos, tem transportador escolar atrasado desde outubro, as contas de água não eram pagas desde julho. Nós corremos risco de não conseguir mais honrar a patronal do Faps a partir de agosto, e isso vem dos últimos governos, mas nós queremos fazer diferente”, justificou o prefeito.
ARRECADAÇÃO
Balardin disse que sua gestão tem projetos para melhorar a arrecadação, que devem ser apresentados amanhã, incluindo reforma da previdência, alteração na planta genérica de valores (projeto que nenhum dos últimos três governos conseguiu aprovar na Câmara) e código tributário. O projeto de reajuste será colocado em votação em regime de urgência na sessão de segunda-feira e a tendência, diante da impossibilidade de melhora de cenário pela Prefeitura, é que seja aprovado.
Balardin pede união dos servidores
O prefeito Leandro Balardin pediu ajuda e compreensão dos servidores para a situação enfrentada pela Prefeitura. “Não consigo prestar um serviço sem vocês, estamos sofrendo por falta de maquinário, de peças, de suprimento, não tem vagas no cemitério, não tem médico, falta ar-condicionado nas unidades, chove dentro de quase todas as secretarias dos senhores. A gente precisa se unir em prol das pautas para melhorar nossa arrecadação”, pediu o prefeito.
Balardin não descartou a necessidade de adotar o que chamou misteriosamente de “medida mais drástica”, citando em seguida “se conseguir reduzir alíquota sobra recurso para dar aumento real e vale-alimentação”. Segundo ele, se for possível reduzir os R$ 133 milhões que precisam ser aportados ao Faps, é possível usar esta economia para beneficiar os servidores.
PARCELAMENTO
O prefeito usou o exemplo do governo do Estado, que estava pagando salários parcelados, mas que, na gestão do governador e seu colega de partido, Eduardo Leite, conseguiu passar a pagar em dia. Para o prefeito, os últimos governos nunca pagaram salário em dia em Cachoeira. “Se atrasava a patronal do Faps, não estava pagando em dia, porque não vinha garantindo a aposentadoria de vocês”, narrou.
UMA PERGUNTA
E os servidores que têm remuneração abaixo do mínimo?
O prefeito Leandro Balardin disse que este foi um de seus compromissos de campanha. “Prometi e vou honrar, quero fazer ao longo dos meus quatro anos, não vou conseguir nos primeiros 35 dias de governo. Vou cumprir, a não ser que a Câmara reprove todos os nossos projetos”, respondeu.
IMPORTANTE
O prefeito Leandro Balardin fez questão de defender a reforma administrativa, que reduziu cargos políticos de 201 para 173, e a criação do cargo de secretário adjunto, com remuneração de R$ 6,5 mil mensais. “Não vejo nenhum problema em valorizar alguns funcionários. Não temos nenhum secretário trabalhando menos de 14 horas, nenhum secretário fantasma, nenhum CC vagabundo”. Balardin recebeu dos servidores o pedido de um vale-feira e lembrou que essa foi uma promessa de campanha que ele pretende implantar, se possível ainda este ano, caso consiga aprovar reformas. No final do dia, o prefeito teria ainda uma reunião com os vereadores.
PARA SABER MAIS
Negociação com os servidores
- O pedido de reajuste dos Simcasul foi de 7,5%, mesmo índice aplicado ao salário mínimo nacional, além de um aumento de R$ 100,00 no vale-refeição dos servidores.
- Eles também solicitaram que seja estudada a viabilidade e legalidade de vale-alimentação também para os aposentados.
- Representados por uma comissão integrada pelos servidores Pedro Angelo Silva Filho, Jandira Catarina de Andrade, Leo Gomes e Rodrigo Sklar, eles pediram ainda a criação de um vale-feira.
- Balardin não irá alterar a proposta enviada à Câmara, mas pediu apoio dos servidores para que o projeto seja aprovado na segunda-feira, garantindo o reajuste de 4,77% do quadro geral, 6,27% para professores e o vale-alimentação de R$ 525,00.
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