CPI DA CC FANTASMA
Ex-coordenador do Cempra diz não saber quem nomeou sua esposa para atuar na Prefeitura
Câmara convocará motoristas do Meio Ambiente para depor
O ex-coordenador do Centro de Proteção dos Animais da Prefeitura (Cempra) Renier Paschoal disse nesta terça-feira à CPI da Câmara que não sabe quem foi o responsável por nomear sua esposa para trabalhar no Governo José Otávio Germano.
A esposa dele, Silvia Leticia Aguiar da Silva, é investigada na CPI que apura um suposto caso de CC fantasma na Prefeitura. Além dela, o ex-secretário de Obras, Luciano Lara, também é investigado.
Paschoal foi ouvido por duas vezes na Câmara. Pela manhã, o depoimento não durou mais do que três minutos, ele respondeu uma pergunta, dizendo que tanto ele como sua esposa trabalharam na Prefeitura.
Depois, a Câmara articulou para que ele fosse ouvido novamente à tarde e ele até se desculpou com os vereadores por sua atitude.
Na segunda oitiva, realizada de forma reservada, ele confirmou o que a esposa disse, de que ela atuava das 19h até as 8h do dia seguinte atendendo as ligações que eram feitas para que fossem apreendidos animais soltos pelas ruas da cidade.
“Ela dormia num quarto e eu no outro porque tinha muita demanda quando eu comecei no Cempra. A gente não parava dia e noite trabalhando”, disse. Quando questionado sobre quem a designou para atuar no plantão de Cempra, ele não esclarece quem teria sido o responsável.
“Ela se apresentou lá e eu pensei que bom, pois vou ter alguém de confiança”. O relator da CPI Kader Saleh confrontou a resposta de Paschoal com a informação do secretário de Meio Ambiente, Geraldo Fogliarini, que negou que Silvia atuasse na secretaria. Paschoal sustentou a versão de sua esposa.
A CPI decidiu convocar para esta sexta-feira sete motoristas da Secretaria do Meio Ambiente para serem ouvidos. A tentativa é estabelecer relação se algum deles acompanhou a investigada em apreensões feitas pelo Cempra.
Os depoimentos serão a partir das 9h30min até às 10h, no Plenário Edgar Muller. O ex-procurador do Município Helinho Garcia informou à Câmara que não poderia comparecer nesta terça-feira em virtude de compromissos particulares. O depoimento dele deve ser remarcado.
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