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O que o eleitor pode ou não fazer na campanha eleitoral
O votante dispõe de diversos canais para denunciar irregularidades e tirar dúvidas sobre a veracidade de informações
Muitos leitores e internautas tem estranhando a presença do ex-prefeito e ex-deputado estadual e federal Marlon Santos associado à campanha do deputado estadual cachoeirense Cláudio Tatsch, mas eleitoras e eleitores podem, sim, participar da propaganda eleitoral em favor dos candidatos que disputarão as Eleições Gerais deste ano, desde que respeitem as regras estabelecidas pela legislação.
Além disso, também podem denunciar irregularidades, como compra de votos, uso da máquina pública e propaganda ilegal, e adotar medidas para evitar a disseminação de informações falsas. A propaganda eleitoral já está permitida nas ruas e vem ocupando também o horário eleitoral gratuito de rádio e TV, além de crescer bastante na internet.
REGRAS ELEITORAIS
O que pode e o que não pode na campanha
As regras estão previstas na Resolução 23.759/2026, do Tribunal Superior Eleitoral e no capítulo 8 do Manual do Eleitor 2026:
PANFLETOS, SANTINHOS E ADESIVOS
- A distribuição de panfletos é permitida. Também é possível colar adesivos em carros, bicicletas, motocicletas e janelas de residências, respeitados o limite de até 0,5 metro quadrado. No caso de veículos, eles podem ocupar todo o vidro traseiro, desde que sejam microperfurados.
- A manifestação deve ocorrer de forma espontânea. O eleitor não pode receber dinheiro ou qualquer outro tipo de benefício para exibir propaganda eleitoral.
TÁXIS E APPS
- Os veículos cadastrados em aplicativos de mobilidade urbana não podem circular com adesivos de candidatos nos vidros, portas ou em qualquer outra parte do automóvel. Para efeitos legais, os carros de aplicativo são considerados bens de uso comum. Por isso, não podem veicular propaganda política de qualquer natureza. A mesma regra vale para os táxis, que operam por meio de concessão pública.
TV E RÁDIO
- Eleitoras e eleitores também podem participar dos programas de rádio e televisão destinados à propaganda eleitoral gratuita, observadas as regras previstas pela Justiça Eleitoral.
INTERNET
- Nas redes sociais e em páginas pessoais, é permitida a livre manifestação do pensamento, incluindo elogios e críticas a candidatos, partidos, federações e coligações. No entanto, a liberdade de manifestação encontra limites na legislação eleitoral, civil e criminal. Ofensas à honra ou à imagem de candidatas e candidatos, partidos, federações ou coligações, assim como a divulgação de fatos sabidamente inverídicos, podem resultar em punições.
DIA DA ELEIÇÃO
- No dia da votação, 4 de outubro, eleitoras e eleitores podem manifestar individualmente e de forma silenciosa sua preferência política. É permitido, por exemplo, o uso de broches, adesivos, bandeiras e camisetas com referências ao candidato ou partido.
- Por outro lado, são proibidas práticas como a boca de urna e a formação de aglomerações de pessoas com roupas padronizadas, que possam caracterizar manifestação coletiva.
COMO DENUNCIAR
- Eleitoras e eleitores que identificarem possíveis irregularidades na propaganda eleitoral realizada nas ruas podem encaminhar denúncias por meio do aplicativo Pardal, ferramenta oficial da Justiça Eleitoral. O aplicativo permite o envio de fotos, vídeos e outros elementos que possam auxiliar na apuração dos fatos.
- Conteúdos publicados na internet que sejam notoriamente inverídicos ou apresentados fora de contexto, com potencial para comprometer o equilíbrio do pleito ou a integridade do processo eleitoral, podem ser denunciados por meio do Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral, canal permanente do TSE.
- Além dos canais da Justiça Eleitoral, as plataformas e redes sociais devem oferecer mecanismos para que usuários denunciem irregularidades em propagandas eleitorais divulgadas por meio do impulsionamento pago de conteúdo.
TRÊS PERGUNTAS
Como identificar notícias falsas?
O TSE recomenda alguns cuidados para verificar a veracidade de informações e reduzir a disseminação das chamadas fake news. Entre as orientações estão:
- conferir a autoria da publicação e a autenticidade do perfil responsável pelo conteúdo
- observar se a publicação apresenta erros de escrita ou outros sinais que indiquem possível falsidade
- verificar se veículos de imprensa reconhecidos divulgaram a mesma informação
Que outra atitude deve ter o eleitor?
Antes de compartilhar um conteúdo, o eleitor também deve se perguntar:
- Quem publicou essa informação?
- O perfil é oficial ou confiável?
- Quando a publicação foi feita?
- A informação foi divulgada por veículos de imprensa confiáveis?
Onde verificar se uma informação é verídica ou inverídica?
É possível verificar conteúdos relacionados ao processo eleitoral na página Fato ou Boato, iniciativa do TSE que integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação.
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