28ª EDIÇÃO

Saudade vence o JP de Poemas

28/06/2025 00:05 - por Vinícius Severo vinicius@jornaldopovo.com.br

Professora decidiu mostrar sua poesia pela primeira vez no concurso

Vencedores de 2025: concurso de poemas do JP teve neste ano 495 inscritos, um recorde em todas as suas edições

A vencedora do 28º Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas na categoria adulto foi a professora de História do Colégio Antônio Vicente, Isabel Lasch da Silva. Com uma poesia sobre a saudade, escrita após a perda de sua avó, Isabel venceu o concurso deste ano e revelou que, embora escreva desde muito jovem, nunca mostrou sua arte a ninguém, tanto que esta foi sua primeira participação em um concurso.

“Minha sobrinha, Ellen Teixeira, venceu um concurso da Amicus e me incentivou a participar. Poesia para mim é sentimento. Quando perdi minha avó, escrever foi uma forma de aliviar o que estava sentindo”, contou. O segundo lugar na categoria adulto ficou com Elma Catiane da Rosa, professora da Escola Dinah Néri.

As categorias infantil e juvenil foram totalmente dominadas pelo Colégio Ulbra São Pedro. Emilym Gabriela Marques Cerentini foi a campeã na categoria juvenil, com o segundo lugar de Pedro Kemel Mossmann, enquanto os pequenos Joaquim dos Santos Kulmann e Julia Correa Domingues da Rosa levaram o primeiro e o segundo lugar no infantil. Leia ao lado as poesias vencedoras. Os poemas dos segundos colocados em cada categoria estão no JP Literário deste final de semana.

DOMÍNIO
O domínio do Colégio São Pedro é resultado do incentivo dado na escola à escrita ao longo de todo percurso estudantil, que levou pelo quarto ano consecutivo o prêmio itinerante do concurso por ser a escola com maior participação. A professora Juliana Severo Kirchoff Saretta, que orientou a vencedora na categoria juvenil, diz que trabalha em sala de aula a livre expressão. “Tento mostrar que a poesia não é só forma, mas também conteúdo. É falar sobre vivências de uma forma que deixa lacunas para serem descobertas pelo leitor”, comentou.

IMPORTANTE
O concurso de poemas do JP teve neste ano 495 inscritos, um recorde em todas as suas edições. O Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas teve como patrocinadores Fisk, Imobiliária Rohde, Painita Mármores e Granitos e Gráfica Jacuí, com realização do Jornal do Povo.


Fabiana Bulsing, diretora do São Pedro, escola tetracampeã em participação

As poesias vencedoras

1º lugar adulto
ISABEL LASCH DA SILVA


Isabel Lasch: vencedora na categoria adulto

ONDE MORA A SAUDADE
No meu peito moram silêncios antigos, feito histórias que o tempo levou. Sem voz que as queira lembrar, morreram baixinho, sem adeus, sem eco.
Carrego retratos que ninguém mais vê, nos cantos da alma onde a luz não alcança. Às vezes me pego chorando baixinho por lembranças que nem são minhas inteiras. Tem cheiro de chuva guardado em mim, risada esquecida no vento da infância, gente que partiu sem bater a porta, ficou morando em mim como saudade.
O tempo não leva tudo, não, há coisas que enterramos no peito e que florescem feito mato, sem pedir licença pra brotar. E mesmo sem nome, rosto ou cor, são raízes que sustentam meus passos.
Às vezes me calo... não por faltar palavras, mas porque alguns sentimentos falam melhor no silêncio. Quem escuta, entende: nem tudo que morre se vai de verdade.

1º lugar juvenil
EMILYM GABRIELA MARQUES CERENTINI


Emilym Cerentini: vencedora juvenil

NAS DOBRAS DA MINHA INFÂNCIA
Se eu pudesse abrir o tempo como quem abre um papel,
Voltaria àquela rua onde o céu cabia em pincel
Refaria aquele desenho que deixei mal acabado
Com o sol meio tortinho e o balanço de um lado
Consertava minha casinha feita de giz no chão torto
Pedia mais uma história antes do sono tão curto
Talvez eu desse um abraço que ficou para outro dia
Ou dissesse “fica mais’’ com a voz que eu não sabia
Guardei tudo num silêncio que só o tempo alcança
Hoje, vivo procurando as dobras da minha infância.

1º lugar infantil
JOAQUIM DOS SANTOS KULMANN


Joaquim Kulmann: vencedor infantil

O RATO E O SAPATO
Um rato encontrou um sapato bem velho, jogado no chão
Entrou, fez dali sua casa. Achou que era um casarão!
Dormia quentinho lá dentro sonhado com um queijo e pão
O sapato virou seu castelo, na rua, no meio do vão!


Isabel Lasch: campeã do prêmio na categoria adulto nunca havia mostrado seus textos a ninguém

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