Artigo
Tabagismo 2
Taugo Omar Costa
Psicanálise clínica humanista
CREDENCIADO MEC. N° 1.077/2019
Pós-graduado e Doutorando em Psicanálise
Com a chegada do cigarro eletrônico no mercado, acendeu uma luz vermelha, deixando a sociedade em alerta devido ao alto grau de maleficidade causada por seu uso exagerado e sem controle, principalmente por jovens, sempre os jovens, sendo usados como cobaias e consumidores de cocaína, maconha e agora o vape.
Outro dia assisti um depoimento de uma jovem atriz de 27 anos que, entre soluços e lágrimas, pedia encarecidamente que as pessoas parassem de usar o cigarro eletrônico, pois ela havia contraído uma enfisema pulmonar irreversível, aos olhos dos médicos. Ela revelou que em cada peça do seu apartamento tinha uma cigarreira eletrônica, cada uma com um sabor, e não via a hora de sair do trabalho e ir para casa saborear o seu vape. Foi rápido, muito rápido, o vape realmente é letal.
É muito triste quando tu vê o sofrimento das pessoas, principalmente os viciado em cigarros, maconha, cocaína e cachaça porque não são somente eles que sofrem, mas toda a família, que vive sempre em estado de alerta.
Um caso clínico: estava num domingo a tarde ali no Rio Jacuí, assistindo as acrobacias dos jet skis, quando vi 3 jovens encostados numa camionete, um deles estava fumando, mas só via a fumaça, ele fumava e punha aquilo no bolso. Pensei: ‘‘Deve ser o vape’’. Me aproximei, pedi licença e perguntei se o que ele estava fumando era cigarro eletrônico, e ele disse que sim. Então pedi para conhecer. Ele me mostrou e me disse como funcionava, até me ofereceu se eu queria experimentar, agradeci, disse que não fumava. Quis saber por qual motivo ele estava usando o cigarro eletrônico, e ele me disse que fumava cigarro comum, mas que sofria com os preconceitos das pessoas, que ficavam sempre reclamando da fumaça, da nicotina etc.
Então trocou o cigarro comum pelo eletrônico. Observei que o jovem tinha um pouco de ansiedade, comentei com ele sobre o depoimento da jovem atriz, ele me escutou, mas não falou nada. Me identifiquei para ele e lhe ofereci meu cartão. ‘‘Se precisares, me liga’’, eu disse. Ele agradeceu, dei tchau e fui comer um peixinho frito.
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