Michele dos Santos requereu estabilidade provisória, mas vereadores foram contra o pagamento da verba de R$ 50 mil

Câmara nega indenização à gestante exonerada do cargo de assessora

04/04/2017 19:19

IMBRÓGLIO NO LEGISLATIVO

De última hora, os vereadores mudaram de ideia e resolveram negar uma indenização de R$ 50 mil que estava prevista para a ex-assessora parlamentar Michele dos Santos, advogada, que foi exonerada no dia 1º de janeiro deste ano, mesmo estando grávida e tendo reconhecido o direito à sua estabilidade provisória.

Ela, que era assessora do ex-vereador Vinícius Cornelli (PT) requereu o direito, previsto na Constituição Federal, que foi aceito por meio de um parecer do procurador jurídico da Câmara, Fernando de Castro, homologado em janeiro pelo presidente da casa, Paulão Trevisan.

Michele está grávida desde setembro passado, e requereu estabilidade até cinco meses depois do nascimento do bebê, esperado para junho deste ano.

A Câmara chegou a encaminhar um ofício à Prefeitura, que atendeu à solicitação, enviando um projeto de lei para abrir crédito especial no orçamento do Legislativo permitindo que o dinheiro fosse pago.

O projeto foi levado a votação em regime de urgência, com mais de 10 assinaturas, mas na última hora, o vereador Igor Noronha pediu que a sessão fosse suspensa.

Ele, que também é advogado, argumentou com os colegas que ainda estavam indecisos, conseguindo reverter a opinião da maioria, inclusive do presidente da Casa. Apenas a vereadora Telda Assis (PT) votou a favor de Michele.

POLITICAGEM

Ela preferiu não comentar o assunto. "Estou um pouco agitada em razão dessa politicagem abominável em cima de um direito garantido constitucionalmente", limitou-se a dizer. No entanto, seu advogado, Kader Bahij Misleh Ahmad Saleh, declarou que não se conforma com a decisão dos vereadores e irá tomar as providências cabíveis.

Saleh disse que vai notificar, de qualquer forma, o presidente da Câmara a pagar a indenização, segundo sua análise, já reconhecida. Caso não logre êxito, Saleh adianta que irá ingressar na Justiça.

"Os vereadores extrapolaram o que estava em análise. O direito já está formalmente reconhecido com a homologação do parecer jurídico. O que foi submetido a plenário, nesta segunda-feira, foi apenas a forma do pagamento, no caso por meio de abertura de crédito suplementar. Eles alegaram que não havia rubrica disponível no orçamento, mas há outras formas de haver o dinheiro, como, por exemplo, extrair o pagamento da rubrica de despesas com pessoal, entre outras", avalia o advogado de Michele.

PARECERES FAVORÁVEIS

O procurador jurídico da Câmara, Fernando de Castro, afirma categoricamente que o advogado de Michele está certo quanto ao direito.

"O entendimento é pacífico nos tribunais. Está previsto na Constituição Federal, e existe farta jurisprudência no STF (Supremo Tribunal Federal), STJ (Superior Tribunal de Justiça), e também no TJ (Tribunal de Justiça do Estado), não há o que discutir, ela tem direito à estabilidade até o quinto mês depois do nascimento da criança, mas como não foi possível a reintegração, faz-se necessária a indenização", analisa.

O Instituto Gamma de Assessoria a Órgãos Públicos (Igam), contratado pela Câmara, também deu parecer a favor de Michele.

Encontrou algum erro? Informe aqui

Faça seu login para comentar!

reintegração.

Luís Fernando Jesus em 06/04/2017 às 10h51

Fácil. Reintegra!

MAIS UM...

Flávio Giuliani em 05/04/2017 às 12h52

PELO DIREITO QUE A SENHORA MICHELE TENS NADA CONTRA SOU A FAVOR MAS PELO AMOR DE DEUS 50,000.00 MIL AI JÁ É DEMAIS..... É OMEU DINHEIRO O DINHEIRO DO POVO É NOS QUE PAGAMOS, UMA INDENIZAÇÃO JUSTA TUDO BEM VALOR JUSTO NÃO TEM PROBLEMA ....

. . .

Luciano Iserhardt Scherer em 05/04/2017 às 10h23

Grávida desde setembro, ou seja entrando no quarto mês de gestação ao ser demitida; São mais cinco meses até o nascimento da criança; Após nascido o filho mais cinco meses; Ou seja, dez meses a receber (talvez com algum décimo terceiro proporcional?) e talvez mais algum valor de indenização. 50 mil divididos por 10 meses = 5 mil 50 mil divididos por 10 meses + décimo = mais ou menos 4,5 mil 50 mil divididos por 10 + décimo + indenizações = ? Não era MUITO mais fácil NÃO ter demitido e algum dos novos vereadores contar com seu trabalho? É uma falta de bom senso em cima da outra...

veradores negam indenizaçao a gestante

Jose Gladimir Lopes em 05/04/2017 às 10h02

nao entrando no merito do direito dela, mas me digam uma coisa ESSA CC GANHAVA 10 MIL REAIS POR MES ? POIS 5 MESES DE INDENIZAÇAO PARA 50 MIL REAIS ?

estabilidade provisória

Luís Fernando Jesus em 05/04/2017 às 09h09

Cabe avaliar a súmula 244 o TST em seu inciso III: GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA (redação do item III alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) - Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012; III - A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado. Basta entender quem é o verdadeiro detentor das garantias trabalhistas da gestante que, no caso, é o nascituro. Este tem o direito à vida - previsto no artigo 5º da CF - e para isso necessita que seja provida a dignidade da pessoa humana ao nascituro que também é um princípio constitucional, através de sua genitora. Certamente, o legislador, ao criar tal legislação previu tais garantias ao nascituro com o intuito deste ter desenvolvimento pleno e garantir a vida. Entendo que se a indenização não for concedida, ela deverá retornar a suas atividades normais. Ou um ou outro.

13/05/2026 00:00

CADASTRO

Regularidade previdenciária recuperada

Validade é até 21 de outubro, mas governo passará por desafio político para manter

13/05/2026 00:00

INAUGURAÇÃO E TESTE

Rua Coberta será aberta dia 12

12/05/2026 17:40

DOIS ANOS DEPOIS

Avança contratação de estudos para nova ponte do Botucaraí

Empresa apresentou proposta de R$ 48,9 mil

12/05/2026 16:11

CADASTRO DE INADIMPLENTES

Após perder R$ 500 mil, Prefeitura recupera a CRP

Validade é até 21 de outubro. Governo tem desafio político para manter a certidão

12/05/2026 00:03

SAÚDE E PREVENÇÃO DE ABUSOS

Câmara aprova leis pró-mulher

As propostas são da presidenta da Câmara, Juliana Spolidoro

11/05/2026 17:26

Legislativo

Chegada de novo aplicativo de mobilidade preocupa vereador Edimar

Parlamentar defende fiscalização sobre legislação municipal

10/05/2026 10:04

LEGISLATIVO

Câmara vota cinco projetos na segunda-feira

Projeto do transporte público entrará em votação

09/05/2026 12:13

INICIATIVA

Vereadora Ana Paula promove seminário sobre sucessão tradicionalista

Evento provoca reflexão para jovens darem seguimento à cultura gaúcha

09/05/2026 00:01

LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO

Prefeito ignora pedidos via LAI

Pedido do Jornal do Povo ultrapassa 45 dias sem resposta

08/05/2026 16:21

OBRAS PÚBLICAS

Prefeitura contrata estudo de nova ponte no Botucaraí/Bexiga

Estudo hidrológico será contratado com dispensa de licitação

08/05/2026 00:03

FERREIRA

Lixão está com licença vencida

MP solicitou averiguação da Patram

08/05/2026 00:00

PRIMEIRO PIRATINÁVEL

Maranata passa por Cachoeira