Jovens quebraram vidros da casa noturna nesta manhã

MC Pedrinho não canta e Hype é apedrejada

04/03/2018 10:15 - por Cleber Pinto cleber@jornaldopovo.com.br

Não subiu ao palco

vidros quebrados /Fotos: divulgação JP

A casa noturna Hype foi apedrejada nesta manhã de domingo por jovens que se sentiram lesados ao pagarem para ver o show de MC Pedrinho. O cantor só chegou às 5h30min na Hype, não subiu no palco e foi embora sem cantar.

Logo após o vandalismo, começaram a circular vídeos nas rede sociais de jovens jogando pedras na parte frontal da Hype. Vidros foram quebrados também por garrafas. O ingresso custava R$ 40,00. Já os camarotes para 10 pessoas custavam entre R$ 700,00 e R$ 800,00. 

Para o evento, a Hype foi alugada pela Phoenix Produções, de Santa Cruz do Sul. O proprietário Maison Baierle não teve envolvimento com a contratação do cantor. O show teria custado R$ 20 mil. Deste valor, R$ 11 mil foi pago adiantado e o restante foi retirado pelo produtor logo depois que MC Pedrinho chegou à Hype. Como começaram as vaias pela demora para apresentação, produtor e cantor decidiram que não haveria mais show e foram embora. O valor foi devolvido para a Phoenix Produções.

Maison foi à Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência para que os danos causados na sua boate sejam ressarcidos pelo contratante.

"Quero agradecer principalmente à Brigada Militar que auxiliou na remoção das pessoas de dentro da Hype, pois senão teriam quebrado não só a frente, mas o interior também”, falou Maison, lamentando sobre o ocorrido e indignado com a falta de comprometimento da Phoenix e do profissionalismo da equipe e do cantor MC Pedrinho.

“E o pior é que o MC Pedrinho chegou somente às 5h30min da manhã, pegou o dinheiro do show, e foi embora”, completou Maison indignado com a situação.

A preocupação principal do proprietário da Hype é justamente o público que pagou para ver o show e acabou lesado ao não ver o artista. Ele já acionou a polícia e vai ingressar com uma ação de reparação na justiça, dando também suporte às pessoas para que recuperem seus valores junto à produtora que alugou a Hype e era responsável pelo evento.

“Temos contrato de aluguel da Hype apenas, não estávamos por dentro da organização do evento e, portanto, além do público que perdeu o show, também acabamos lesados, tanto na imagem como no patrimônio da Hype”, lamentou Maison.

O proprietário da Hype destacou que trabalha com show  há 12 anos e nunca teve problemas como o desta madrugada. "Não tenho nada a ver, só loquei a boate. Nunca tive um show cancelado, nunca tinha acontecido isso em 12 anos. A Hype sempre cumpriu com os compromissos dos seus clientes e preza pela segurança de todos", disse.

Quem é o cantor

O cantor de funk MC Pedrinho nasceu na cidade paulista de Cabreúva e tem 15 anos. No seu perfil nas redes sociais, aponta que as suas influências na música são Claudinho e Buchecha, Bonde do Tigrão, MC Marcinho e MC Daleste. Em maio de 2015, com 13 anos, foi proibido pela Justiça de fazer show porque as suas letras foram consideradas de “alto teor de erotismo, pornografia, e palavras de baixo calão, incompatíveis com a condição peculiar da pessoa em desenvolvimento”. Dois meses depois, fez um acordo para mudar o repertório e voltou aos palcos.

(Maurício Vieira da Cunha/Rádio GVC FM)

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Baixo calão???

Luís Fernando Jesus em 05/03/2018 às 12h54

Quando você diz calão, já se trata de uma palavra grosseira ou palavrão, portanto, não existe "baixo calão", nesse caso, forma-se um pleonasmo, se é calão é baixo linguajar.

"baixo calão"?

Luís Fernando Jesus em 05/03/2018 às 12h52

Quando você diz calão, já se trata de uma palavra grosseira ou palavrão, portanto, não existe "baixo calão", nesse caso, forma-se um pleonasmo, se é calão é baixo linguajar.

HUÁHUÁHUÁHUÁHUÁHUÁHUÁHUÁ..é diferente de SNIF...SNIF...SNIF...

Lecino Ferreira em 05/03/2018 às 08h28

"Rir para não chorar E faltou separar: Que vai je faire?Je vais en rire pour ne plus pleurer..." Huáhuáhuáhuáhuáhuá..taí mais um poliglota com seu francês do antigo ginasial da Escola Estadual Borges de Medeiros - no prédio do Cândida Fortes Brandão -, lá pelos idos de 1.965...up! Mas, bah...huá...snif...huá...snif...huá...snif...huá...snif...huásnif...snifhuá...huásnif...snifhuá...

Tsc, tsc, tsc ...

Luis Angelito Miguel em 04/03/2018 às 13h33

Isso é que dá dar ousadia para esses caras que se dizem "cantores". Da próxima vez, tragam gente decente para se apresentar na cidade.

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