Jerson Roehrs era CC e trabalhava junto com o sogro Ronaldo Tonet na Secretaria Municipal de Indústria e Comércio

Para evitar desgaste político, Ghignatti demite genro de secretário municipal

13/04/2017 21:36 - por Patrícia Loss loss@jornaldopovo.com.br

CC EXONERADO

Para evitar discussão judicial e desgaste político por conta de possível caso de nepotismo no Executivo cachoeirense, o prefeito Sergio Ghignatti demitiu o cargo em comissão (CC) Jerson Carlos Roehrs, genro do secretário municipal de Indústria e Comércio Ronaldo Tonet.

O cargo de secretário é classificado de agente político e deve atender a legislação anti-nepotismo da mesma forma que o prefeito, o vice e os vereadores. GG determinou a exoneração de Roerhs assim que alertado por um amigo sobre o parentesco por afinidade entre o secretário e o CC padrão 6, que têm salário de R$ 2.964,72 012.

Ghignatti nem chegou a pedir parecer da Procuradoria Jurídica do Município e tratou de demitir Roerhs ainda na manhã desta quinta-feira, quando soube da possibilidade de incomodar-se por causa da contratação. Roerhs foi um dos primeiros CCs contratados por GG e estava trabalhando na Prefeitura desde o primeiro dia de governo, há três meses e meio.

Até o final do ano passado Jerson Roerhs era secretário executivo da Câmara de Vereadores de Arroio do Tigre e morava em uma cidade vizinha a de seu local de trabalho, Sobradinho. Depois ele mudou-se para Cachoeira e passou a residir na casa do sogro.

Roerhs era CC na secretaria chefiada por Tonet e era um dos representantes da Prefeitura no Fundo de Gestão Compartilhada Prefeitura/Corsan.

Antes de Roerhs ser comunicado de sua exoneração pelo secretário municipal de Administração Marco Antônio Silveira, Ghignatti explicou pessoalmente o motivo da demissão do CC para Tonet. O secretário foi surpreendido com a notícia e disse que entendeu a preocupação do prefeito com o desgaste político que sofreria se o possível caso de nepotismo viesse à tona antes dele ter tomada uma medida.

Em entrevista no final da tarde desta quinta-feira, Tonet destacou que Roerhs foi contrato devido à sua qualificação profissional . “Ele é formado em Ciências Contábeis e em Administração Pública”, reforçou.


Roerhs: exonerado

Para o secretário, a contratação de Roerhs não pode ser considerada ilegal porque ele e sua filha são apenas namorados. “Até o final de 2016 eles moravam até em cidades diferentes”, observa.

“A lei se aplicaria no caso do Jerson e da minha filha serem casados ou viverem em situação de união estável, mas para segunda possibilidade seria necessário eles estarem morando juntos há pelo menos dois anos, o que ainda não aconteceu”, completa.

A lei anti-nepotismo proíbe todos os políticos eleitos e ocupantes de determinadas funções públicas – como as de secretário municipal – de terem parentes por consanguinidade ou afinidade contratados como cargo de confiança.

Na prática, a lei veda, por exemplo, irmão, filho, pai, mãe, tio, genro, sogro e primo de políticos eleitos e agentes políticos de trabalharem na administração pública sem concurso público.

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Tudo coincidência

Rosalvo Lourenço em 17/04/2017 às 17h26

Mas, Bah! Foram em outra cidade buscar alguém "competente", por coincidência optaram pela cidade onde trabalhava o vivente namorado da filha. Depois, pesquisaram, por intermédio de QI (quem indica), quem seria o melhor para o cargo. Coincidentemente apareceu um do ´sequisso masculino que, coincidentemente conhecia alguém em Cachoeira do Sul. Coincidentemente, o vivente do séquisso masculino, possuidor de QI elevado, de uma cidade aleatória dentre todas do Brasil era, simplesmente, namorado da filha do Tonet. E o GG não sabia disto? Só soube desse fato agora. Nossa! É mesmo? Jura?

PERGUNTINHA:

Luciano Iserhardt Scherer em 17/04/2017 às 15h03

Em um caso onde não havia casamento e sequer tempo para caracterizar união estável o prefeito demite o CC; talvez não fosse para tanto, mas elogiável. E no caso onde existe um CASAMENTO DE DÉCADAS dele com a PRIMEIRA DAMA e ela ABSURDAMENTE está ocupando cargos, CARACTERIZANDO NEPOTISMO, e dando ênfase ao 'primeiro damismo' quando ele a PROIBIRÁ de fazer QUALQUER COISA na prefeitura?

????

Juliano Curvelo Alves em 14/04/2017 às 10h18

Assim como Lula, Cunha e outros caciques políticos, a melhor defesa é se segurar em termos técnicos... "Não tenho contas no exterior, apenas alguns trusths"... "Ele não vive a mais de dois anos com minha filha, são apenas namorados"... Como se isso diminuísse o vínculo entre eles.... vou acreditar que a contratação ocorreu estritamente por perfil técnico.... foram lá em Arroio do Tigre buscar o rapaz, dai descobriram por conhecidencia que se tratava do genro do secretário... kkkkk

Nepotismo Tonet iano ?

Lisandro Santos Machado em 14/04/2017 às 10h18

Questões jurídicas nunca foi o forte do secretário Tonet mas a pérola dos dois anos foi de rir muito kkkkkkk.....

neste

José do Nascimento em 14/04/2017 às 10h17

Caso não enxergo nepotismo. Principalmente porque o demitido possui qualificação adequada ao cargo. O que mais parece é que foi punido por namorar a filha do secretário.

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