Portaria que permite encaminhamento do projeto de lei à Câmara de Vereadores foi publicada pelo Ministério da Fazenda
Prefeitura liberada para encaminhar acerto com o Faps em 200 vezes
DÍVIDA MILIONÁRIA
Nesta quarta-feira a Prefeitura retomou a elaboração do projeto de lei que será enviado à Câmara de Vereadores pedindo autorização para parcelar a dívida do Fundo de Aposentadoria e Pensão dos Servidores (Faps) em 200 vezes.
Isto porque o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles publicou a portaria nº 333/2017 que dita as regras para que os municípios possam, mediante lei autorizativa específica, firmar termo de acordo de parcelamento, em até 200 prestações mensais, iguais e sucessivas, de contribuições devidas aos regimes próprios de previdência. Este é o caso da pendência de R$ 14,865 milhões da Prefeitura de Cachoeira do Sul com o Faps.
No início do mês passado o Governo Federal publicou uma instrução normativa que permitindo o parcelamento das contribuições patronais atrasadas com o Faps em até 200 vezes, mas enquanto não fosse publicada a portaria com a regras a Prefeitura não poderia levar adiante o projeto de lei autorizativo.
O prefeito Sérgio Ghignatti está vibrando com a notícia: “precisamos nos livrar o mais rápido possível destas pendências para liberarmos nosso crédito e podermos tocar mais obras que a comunidade tanto precisa. Essa notícia veio em boa hora, já não era sem tempo”, comemora o chefe do Executivo, que desde o início de junho aguardava ansioso pela portaria.
Sem o regramento, a Prefeitura não teria como mandar o projeto de lei do parcelamento para a Câmara de Vereadores, que precisará dar seu aval para que a transação possa ser efetivada.
REGRAS
De acordo com a nova portaria poderão ser incluídos quaisquer débitos, inclusive os que tenham sido objeto de parcelamentos ou reparcelamentos anteriores, contudo relativos a competências até março de 2017. Esta limitação da competência até março deve dificultar os planos da Prefeitura, já que o Município acumula débitos posteriores a esta data.
Segundo a secretária municipal da Fazenda, Viviane Dias, a cúpula da Prefeitura vai se reunir na manhã desta quinta-feira para tratar do assunto que é do máximo interesse do governo municipal, já que o juro mensal é de 1%, ou seja, perto de R$ 150 mil ao mês enquanto o parcelamento não for autorizado pela Câmara.
Viviane aponta que a lei do ente federativo poderá autorizar a redução dos juros, respeitado como limite mínimo a meta atuarial, e das multas relativos aos débitos a serem parcelados. “Precisamos fazer cálculos para apurar este limite da meta atuarial, mas a possibilidade de redução de juros é sempre bem-vinda”, analisa a secretária da Fazenda.
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Aroni Fagundes em 13/07/2017 às 13h38A maioria dos municípios brasileiros POSSUEM continuados erros de gestão, que historicamente travaram o desenvolvimento. As razões para isso não caberiam neste espaço, mas fatores como orçamentos sem capacidade de pagamento e explosão da despesa, são erros que causam danos ao erário. . Tais erros podem serem medidos pelos resultados oferecidos à sociedade . O FAPS é uma válvula de escape para falta de receitas ou metas de receitas inatingíveis. Está mais que na hora de colocarem o TREM nos trilhos.
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