Carlos Dreyer

Rua Coberta é para ser fechada mesmo

24/01/2026 00:00 - por Carlos Dreyer carlose.dreyer@gmail.com

Projeto estilizado da Rua Coberta: tem até meio fio na calçada para bloquear carros

Este desgaste todo do governo com o trancamento da Rua Coberta ao tráfego de veículos é desnecessário e poderia ter sido evitado com uma boa política de comunicação, algo que anda em desuso na Prefeitura. Desde que foi concebida e feito o projeto da estrutura montada na Praça Honorato de Souza Santos, a Rua Coberta nasceu para pedestres e eventos, oficiais ou comunitários.

Vejam o que foi publicado no Jornal do Povo de maio de 2021, com base no projeto: 

- O piso será de blocos de concreto. 

- O projeto contempla espaço para praça de alimentação, com quatro pontos, e a remodelação do camelódromo, com 22 lojas e dois banheiros com acessibilidade. 

- A partir da construção da Rua Coberta, os carros não poderão transitar pelo local. 

- A parte central da rua será uma grande área de convivência, com palco móvel para apresentação de artistas, e permitirá a realização de eventos.

Desde o começo, pelo  que se vê no projeto original da obra, o fechamento para o trânsito de veículos estava lá. 

A secretária de Indústria e Comércio nos governos Zé e Angela, Vanessa Csaszar, afirma que o projeto previa que a rua seria fechada ao trânsito: “O inicial sim, porque contemplaria os bares. Isso seria a terceira fase. Daí, quando percebeu-se que poderia ser feito até a segunda fase, deixou-se cogitar em fechar direto. Somente quando tivesse eventos. Tanto que a Travessa Francisco Gama seria alargada com a saída dos camelôs dali”.

O ex-secretário municipal de Obras Luciano Lara confirma esta versão e acrescenta que havia até a ideia de melhorar o acesso dos motoristas, que seguiriam pela Rua 7 e entrariam na Rua Otto Mernak, transformada em mão única, para acessar a Rua Júlio de Castilhos e o Bairro Santo Antônio. Uma obra rápida eliminaria o “cotovelo” existente naquela parte da Praça Honorato. 

A ideia da Rua Coberta, aliás, foi trazida ao então prefeito José Otávio Germano por Luciano Lara.

TOQUE DE CAIXA

Os sem-ponte

Já superamos as dificuldades de acesso à BR 290 em pelo menos três oportunidades nos últimos 10 anos. Vamos fazer de novo, é claro que com alguns prejuízos e gastos extras nos deslocamentos e fretes. Não é isso que vai quebrar a nossa economia, inviabilizar a Fenarroz e atrasar investimentos. Estão certos a Cacisc e as entidades que ela representa em exigir balsas e agilidade para não aumentar ainda mais o desgaste econômico.

Sindilojas 1

Sindilojas Vale do Jacuí será presidido por uma mulher, a empresária Marli Schneider, atualmente uma das vice-presidentas da entidade – são quatro, do total de 13 integrantes. Ela certamente indicará mais lideranças femininas para comandar o sindicato, que tem base em 17 municípios e influência regional. A posse está marcada para março.

Sindilojas 2

Em razão do prestígio do atual presidente do Sindilojas, Antônio Trevisan, o Sistema Fecomércio investiu muito dinheiro nas suas unidades do Sesc e Senac em Cachoeira do Sul e tem mais planos de expansão a caminho.

Uffa na Justiça

Recém chegou na cidade e a Rede Uffa já está sendo processada na Justiça por desrespeitar o horário regulamentado dos supermercados. A ação foi movida pelo Sindigêneros, o sindicato dos mercados de Cachoeira do Sul, alegando que os estabelecimentos têm horário para abrir e fechar e não podem funcionar nos domingos à tarde. A Uffa alega que é uma loja de conveniência e, portanto, não precisa seguir a regra dos supermercados. A Uffa atende 24 horas, todos os dias, e, segundo seu departamento jurídico, é a primeira vez que é alvo de uma ação movida por entidade patronal. 

Crespo Car preparada para híbridos


Deividi, o Crespo: aproveitou a onda e se especializou nos carros híbridos e elétricos

Os veículos híbridos e elétricos já estão chegando às oficinas, exigindo ainda mais capacitação dos mecânicos. A Crespo Car, oficina especializada em transmissão automática, sabe disso e está pronta: “Acompanhamos os avanços do setor automotivo, que proporcionam maior segurança na execução dos serviços e asseguram a qualidade do trabalho que entregamos aos nossos clientes”, explica o empresário Deividi de Oliveira, o Crespo.

A Crespo Car pretende ampliar suas atividades por meio da criação de uma área voltada à profissionalização técnica, com o oferecimento de cursos especializados. A empresa já recebe reparadores para treinamentos individuais e o objetivo é expandir essa atuação para turmas maiores, além de promover capacitações e atualizações na área de veículos híbridos e elétricos, com foco em sistemas de transmissão automática.

Crespo também investe no próprio time de colaboradores: “Nossa equipe participa continuamente de cursos e treinamentos técnicos, mantendo um processo constante de aperfeiçoamento profissional. Em média, realizamos dois treinamentos técnicos de atualização por mês”. Em 8 de fevereiro a empresa completa 20 anos de atuação no mercado e presta serviços a oficinas de todo o Brasil, além de oferecer suporte técnico on-line a grupos de reparadores.

Economia invisível

Todos estão acostumados a associar desenvolvimento e progresso econômico a grandes indústrias de transformação, sendo Cargill e Grupo Screw os expoentes locais. Mas há outros importantes setores geradores de renda, além do circuito agropecuário, comercial e educacional (UFSM, Ulbra, Uergs).

O Hospital de Caridade e Beneficência é o maior empregador do município, atrai diariamente dezenas de pessoas de outras cidades, entre pacientes e seus familiares, e movimenta muitos negócios locais para sua gigantesca operação, comprando de fornecedores de insumos e alimentos. Além de ser fundamental na lista de itens para um empresário que pensa em transferir sua empresa, pois representa segurança na área de saúde e pronto-atendimento.

Outro grande gerador de recursos econômicos é o Exército Brasileiro, com seus dois quartéis na cidade. Gostaria que um economista calculasse o que representam os gastos de centenas de famílias de militares da ativa e da reserva, que permanecem em Cachoeira do Sul. Além de quanto representam os gastos com a própria manutenção das unidades, com comida, combustíveis e compras no comércio local.

Acho espantoso que nenhuma mobilização tenha sido feita nas últimas décadas para trazer um novo quartel. Cachoeirenses e amigos da cidade influentes no comando do Exército não devem faltar, é só acionar.

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