Queda de braço entre PSB e PRB desmoronou o acordo que garantia a vaga de Jorginho Fialho como suplente

Trojahn está voltando para a Câmara

24/01/2017 00:00

FIM DO NAMORO

Mesmo com a boa arrancada que teve na Prefeitura nos primeiros 23 dias de governo, Ronaldo Trojahn anunciou na noite desta segunda-feira que está retornando para sua vaga na Câmara de Vereadores.

Ele revelou que abandonará o cargo de Secretário Municipal de Desporto nos próximos dias por conta de um desentendimento com o presidente do PRB Oscar Sartório, que segundo ele Trojahn estaria descumprindo com sua palavra. "Acordo para mim tem que ser no fio do bigode, não existe meio termo", declarou.

O motivo do desentendimento entre os dois pesos pesados da política cachoeirense foi uma disputa entre o PSB de Ronaldo Trojahn e o PRB de Jorginho Fialho para ver quem iria filiar a assessora parlamentar Ana Cláudia Siqueira.

Inicialmente, Ana Cláudia assumiu como assessora de Trojahn. No entanto, quando este saiu da Câmara para virar secretário no Governo Ghignatti, ela permaneceu assessorando Jorginho Fialho, que entrou como suplente.

POSIÇÕES ANTAGÔNICAS

Trojahn garante que isso não fazia parte do acordo com o PRB, portanto não irá abrir mão da filiação da assessora. Já Oscar Sartório diz que também não pode recuar porque está sendo cobrado pelos filiados do PRB.

"Trata-se de uma determinação partidária. Ele poderia inclusive deixá-la filiar-se ao PRB, se fosse o caso, quando ele retornasse da Prefeitura, então, que se filiasse ao PSB. Não haveria problema. Mas, ele está sendo intransigente, e nós do PRB não aceitamos intromissão de políticos de outros partidos, e ponto final", sentenciou Sartório.

A vaga era do PSB, mas o próximo mais votado da lista era Jorginho Fialho, que é do PRB. Os dois partidos estavam coligados na eleição proporcional. Com o retorno de Trojahn, o PSB voltará a ter duas cadeiras no Legislativo. Além de Trojahn, o partido tem Noeli Castelo. Já o PRB torna a ficar apenas com Gilmar Vieira.

Ronaldo Trojahn disse que ainda vai conversar com o vereador Jorginho Fialho, porque foi um pedido dele, mas sua decisão "não tem mais volta" já que o PRB também frisou que não irá recuar em sua posição. "Sempre fui um homem público de palavra. E tirei a Ana Cláudia do seu antigo emprego, no Supermercado Tischler, agora com que cara eu iria deixá-la desempregada, ainda mais que ela está enfrentando problemas de saúde na família. Jamais eu faria isso, por isso decidi voltar", justificou o político.
 

Atenção:

A assessora parlamentar que virou pivô da crise entre PSB e PRB é namorada do filho de presidente da União Cachoeirense de Bairros (Ucab), Luis Carlos Lopes de Oliveira, que apoiou abertamente Ronaldo Trojahn na campanha eleitoral.
 

Importante:

Quem também sairá perdendo, além de Trojahn, é o comerciante Jorginho Fialho, do Bairro Quinta da Boa Vista, que vai ficar com o gostinho de ter sido parlamentar só por quatro sessões.

A passagem foi breve, mas Trojahn conseguiu imprimir sua marca de homem trabalhador, tendo deixado como principal legado a estruturação do balneário da Praia Nova em curto espaço de tempo e com poucos recursos, na base de parcerias com as secretarias de Obras, Interior e Meio Ambiente.
 

Para lembrar:

Trojahn e Sartório já foram vereadores e se enfrentaram na eleição retrasada na disputa pelo comando do Paço Municipal. Na época, Trojahn ficou em segundo, atrás do ex-prefeito Neiron Viegas, e Sartório na terceira colocação.

No último pleito, o dois políticos haviam virado aliados sob influência do PMDB, costurando uma frente de oito siglas coligadas para tentar fazer frente à campanha de Sergio Ghignatti, do PDT, que desde cedo saiu na frente nas pesquisas, com relativa margem de vantagem.

Trojahn já havia lançado seu nome para prefeito e abriu mão em favor da candidatura de Sartório que concorreu na cabeça de chapa com Luciano Figueiró (PMDB) como vice. Todavia, o namoro entre PSB e PRB não durou muito tempo. 

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EVANIR JACOBI

Lecino Ferreira em 01/02/2017 às 08h50

Tu me desculpa, mas HÁ mais de 37 anos que nada é sério neste país, muito menos nessa política partidária.

Filiação partidária

EVANIR JACOBI em 31/01/2017 às 21h27

Eu estou no PMDB há 20 anos e sou do tempo que filiação partidária era coisa séria. Mas hoje é tudo barganha e sem convicção de nada. A filiação virou moeda de troca, e isso quando ela existe. E continuamos a reclamar da política e de seus agentes...

RONALDO TROJAHN

Luiz Carlos Romani em 24/01/2017 às 13h45

Ronaldo não vai sair da secretaria, boato.

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