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Imóveis de médio e alto padrão são os preferidos dos cachoeirenses
Construções maiores e com material de qualidade lideram as demandas do mercado

Tanto nas vendas quanto nos alugueis, a principal procura hoje nas imobiliárias de Cachoeira do Sul é por imóveis residenciais de médio e alto padrão. Corretora de imóveis há dois anos e meio, Priscila Andres, ressalta a preferência dos clientes pelo Centro e por bairros Soares, Barcelos, Medianeira e Fátima.
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Priscila: corretora da Exata Inteligência Imobiliária
Ela cita, também como destaque no mercado imobiliário cachoeirense, a busca por terrenos à venda e salas comerciais para locação. O imóvel de maior valor à venda na imobiliária em que Priscila atua, a Exata Inteligência Imobiliária, fica no Bairro Soares e está avaliada em R$ 3 milhões. Já para aluguel, o valor mais alto é de uma imóvel comercial no Bairro Centro, na Rua Júlio de Castilhos: R$ 22 mil mensais.

Bairros Rio Branco e Soares: residências tem alta procura e valorização

Aluguel na Júlio de Castilhos: salas comerciais podem chegar a custar até R$ 22 mil mensais

Busca por terrenos na região central tem crescido, segundo corretores

Procura por imóveis no centro cresceu, mas mercado está em baixa
Proprietária da imobiliária que leva o seu nome, a corretora de imóveis Débora Sellani estima que Cachoeira tenha pelo menos 1,5 mil imóveis à venda, o que corresponde a cerca de 4% das edificações e terrenos do município. "O mercado imobiliário de Cachoeira é dinâmico e pulverizado. Chama a atenção que temos desde forte procura por casas e terrenos amplos em bairros consolidados, até a busca pela crescente verticalização dos imóveis na região central", observa.
VELOCIDADE DIFERENTE
Débora frisa que o segmento de locação na cidade opera em uma velocidade diferente da venda, caracterizando-se por uma liquidez acelerada. Ela projeta um estoque de no mínimo 300 imóveis para locação em Cachoeira. "Mais do que a quantidade de chaves na gaveta, o grande indicador desse mercado é o giro de carteira: imóveis bem precificados no Centro ou próximos às universidades e polos de saúde quase não param nos portais", acrescenta. Sob sua gestão, o imóvel de maior valor à venda é área corporativa às margens da BR 153, avaliada em R$ 3 milhões.
TRÊS PERGUNTAS PARA
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Débora Sellani, proprietária da Débora Sellani Negócios Imobiliários
Como comporta-se atualmente o mercado imobiliário de Cachoeira do Sul?
"As demandas revelam consumidores cada vez mais exigente e em busca de imóveis bem posicionado geograficamente. No segmento de venda, a principal busca concentra-se em casas prontas para morar, com bom padrão de acabamento e pátio amplo. Esse público residencial foca muito em bairros consolidados e tradicionais como o Soares e o Santo Antônio, além de regiões em plena expansão e valorização, como o Noêmia e o Ponche Verde, onde as famílias priorizam segurança, conforto e espaço integrado".
E os investidores do mercado imobiliário, o que procuram?
"Dentro deste público, destaca-se um forte movimento corporativo e de investidores focados em áreas comerciais estratégicas às margens da BR 153 e na aquisição de terrenos em novos loteamentos voltados para o crescimento da cidade".
Qual a principal demanda de aluguel?
"Na locação, o cenário se volta totalmente para a conveniência e à mobilidade urbana. A maior procura é por apartamentos funcionais de um ou dois dormitórios na região do Centro, com custos condominiais enxutos, estendendo-se também para bairros de forte apelo residencial e de fácil acesso, como o Marina. Esse público é altamente impulsionado por estudantes universitários, profissionais da saúde e jovens casais que priorizam a agilidade no dia a dia"
Imóvel de 32 milhões no Irapuá

Equipe da Boni Imóveis: tem imóvel de R$ 32 milhões em seu portfólio / Kauã Mello
No portfólio da imobiliária Boni, entre os quase mil imóveis à venda, o de maior valor chega a R$ 32 milhões: uma propriedade rural na localidade de Irapuá. Já na zona urbana, a Boni tem disponível de até R$ 3,5 milhões, caso de uma residência localizada entre os bairros Soares e Rio Branco. Na avaliação da equipe da imobiliária, o mercado atualmente "não está aquecido, mas está se movimentando".
O grupo de corretores justifica: "O mercado não está aquecido devido os juros altos e situação econômica complicada, especialmente no Rio Grande do Sul, que enfrentou secas e enchentes nos últimos anos. O mercado acaba sendo um reflexo dos últimos anos do agronegócio". Para locação, entre suas 170 ofertas, a Boni tem como o de mais alto valor, um apartamento de cobertura, por R$ 6 mil mensais.
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