Blog do Mistério
O Castelo Belcourt: luxo, maldição e fantasmas
Oliver Belmont era um americano endinheirado que, em 1894, passava por maus bocados na vida. Após um divórcio completamente anormal para a época e negar a paternidade da própria filha, aos 33 anos, Oliver resolveu gastar sua energia em um projeto pessoal que lhe custou 3,2 milhões de dólares (o que hoje equivaleria a cerca de US$ 121 milhões).
Ele contratou o renomado arquiteto Richard Morris Hunt e solicitou um projeto de um castelo inspirado no Palácio de Versalhes: com cocheiras, salão de baile e tudo mais de que o próprio Luís XV desfrutava.
A construção, que levou anos para ser concluída, tinha mais de 60 quartos. Para os acabamentos, chegou a contar com o trabalho de 300 artesãos. Oliver não pretendia morar no castelo, que seria uma casa de campo onde passaria não mais do que algumas semanas por ano. Talvez por isso tenha contratado empregados recebendo cerca de 40% de um salário-mínimo da época.
Não se sabe exatamente quando, mas as histórias de assombrações não tardaram a surgir. Talvez os próprios empregados, explorados por um homem milionário, tenham amaldiçoado o lugar. O certo é que o Castelo Belcourt, como Oliver o batizou, jamais foi aconchegante ou convidativo.
Dizem que seus salões são amaldiçoados, que sentar-se nas cadeiras de madeira de lei provoca uma estranha sensação de doença e mal-estar, sem falar, é claro, nas pessoas que juram ter sido empurradas dos assentos. À noite, os salões vazios dão lugar a legiões de fantasmas e, segundo os primeiros empregados da casa, muitos dos objetos de decoração que hoje se encontram no castelo não estavam ali na época de sua inauguração… teriam sido deixados pelos próprios mortos.
E há ainda a história do cavalheiro de armadura, que deveria ser apenas uma peça decorativa. Dizem que a alma do homem que morreu em agonia vestindo-a nunca a abandonou — e que, na calada da noite, é possível ouvir seus gritos de dor ecoando pelos corredores.
O imóvel milionário hoje encontra-se em reforma e é uma grande atração turística na região de Newport. Mas talvez o mais inquietante de tudo não seja o luxo, nem as histórias, nem mesmo os fantasmas. E sim o fato de que algumas construções parecem nunca ter sido feitas para abrigar os vivos.
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