Blog do Mistério
O arranha-céu de São Paulo tido como cenário de fantasmas
Assombrações no Edifício Martinelli tem muitos relatos
O Brasil também tem seus famosos lugares assombrados e, entre eles, um dos mais imponentes é o Edifício Martinelli, no centro de São Paulo.
Inaugurado em 1929 com a proposta de ser um símbolo de modernidade e poder na capital paulista, o Martinelli entrou para a história como o primeiro arranha-céu do Brasil. Seu idealizador, o empresário italiano Giuseppe Martinelli, sonhava alto (literalmente) e construiu um edifício luxuoso, grandioso e muito à frente de sua época.
Mas o brilho dos primeiros anos não durou para sempre. Problemas financeiros, somados às dificuldades enfrentadas pelos italianos durante a Segunda Guerra Mundial, fizeram o prédio mergulhar em decadência.
Abandonado e inacabado por um período, o edifício acabou se transformando em um enorme cortiço entre as décadas de 1940 e 1950. E foi justamente nessa época que começaram os relatos mais estranhos. O lugar, já marcado por sofrimento, pobreza e violência, passou a carregar uma fama inquietante.
Mesmo após reformas e com o prédio sendo ocupado atualmente por repartições públicas e espaços culturais, muita gente garante que há algo errado ali dentro. Talvez seja melhor pensar duas vezes antes de reclamar do próprio local de trabalho, trevoso leitor.
Funcionários, visitantes e seguranças relatam vultos atravessando corredores vazios, portas que se abrem e fecham sozinhas, elevadores com comportamentos inexplicáveis e uma sensação constante de estar sendo observado. Mas o mais curioso são as assombrações com nomes, histórias e lugares específicos onde costumam aparecer.
Uma das lendas mais conhecidas é a de Márcia Teresa, uma menina encontrada morta no fosso de um elevador do prédio. Muitos acreditam que seu espírito ainda vague pelo Martinelli, especialmente próximo aos elevadores e corredores mais calmos. Há relatos de pessoas ouvindo passos leves, choros baixos e até vendo uma criança observando à distância antes de desaparecer repentinamente.
Mas nem apenas vítimas estariam presas ao edifício. Um antigo criminoso conhecido como “Meia-Noite” também teria transformado o Martinelli em seu território após a morte. Testemunhas afirmam ter visto a figura de um homem caminhando pelos corredores durante a madrugada, sempre envolto em sombras.
E há ainda a famosa “Loira do Martinelli”, supostamente o espírito de Rosa dos Santos, uma bela mulher encontrada morta no térreo do prédio e que acabou se tornando uma das mais conhecidas lendas urbanas da região.
Entre histórias de homicídios, suicídios e desaparecimentos, o Edifício Martinelli segue com sua fama macabra até os dias atuais. E o mais curioso é que hoje qualquer pessoa pode visitar o local e até subir ao terraço para observar São Paulo do alto. A questão é: será que, lá de cima, alguém também estará observando você?
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