Blog do Mistério
Uma escultura e uma maldição
A escultura nominada “Mulheres de Lemb” é uma estátua de calcário descoberta em 1878, no Chipre. Historiadores afirmam que ela data de 3.500 a.C. De acordo com pesquisas, a figura representaria uma entidade feminina associada à fertilidade (uma possível deusa), e possivelmente era usada em rituais pagãos. O objeto, porém, deixou de ser apenas uma peça arqueológica para se transformar em lenda: ao longo do tempo, ganhou fama por supostos efeitos fatais sobre quem o possui.
A narrativa que cerca o artefato começa, em geral, com o nome de Lord Elphont, apontado como um dos primeiros proprietários após a estátua entrar no circuito de colecionadores. De acordo com o relato divulgado pela internet e em histórias orais, em seis anos de posse, sete membros de sua família teriam morrido em circunstâncias consideradas misteriosas.
A sucessão de perdas, na versão popular, teria sido o primeiro marco do que mais tarde viria a ser interpretado como uma maldição associada à estátua.
Dois outros compradores teriam enfrentado mortes na família pouco tempo depois de adquirirem a escultura. Acreditando ou não na maldição, nenhum colecionador ficou com a estátua por muito tempo.
Após ter sido vendida pela quarta vez, sei novo dono teria morrido junto com a esposa e duas filhas, restando herdeiros que, temendo novas tragédias, decidiram se desfazer do objeto. Em vez de nova venda, optaram por doá-lo ao Museu Real da Escócia, em Edimburgo, onde a peça permaneceria sob guarda institucional.
A passagem pelo museu, porém, não encerrou o imaginário sombrio: a lenda inclui a morte repentina do chefe da seção onde o artefato teria sido armazenado logo após sua chegada. Desta forma, a história de maldição ao redor da estátua ganhou uma fama quase que incontestável.
Hoje, mesmo sem admissão oficial de qualquer propriedade sobrenatural, curadores teriam colocado a estátua sob um domo de vidro e evitado manipulá-la, como quem não quer testar o acaso. Com isso, a peça ganhou o apelido que resume sua fama: “A Deusa da Morte”, um título que põe medo em pessoas que visitam o museu e dão credibilidade à maldição desta antiga estátua.
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