Poemas de natal

29/12/21 às 08h42



Nos países cristãos, como é o caso do Brasil, o mês de dezembro abre espaço para enfeites coloridos, com árvores, presépios e luzes, além do famoso e esperado Papai Noel. Toda essa alegoria serve de cenário para simbolizar o nascimento de Jesus Cristo. Independente da religião ou da crença pessoal, a virada do dia 24 de dezembro para o dia 25 é uma excelente oportunidade para renovar as energias e compartilhar as boas experiencias. Natal é momento de reflexão, compaixão, afeto, bondade, entendimento e benevolência, uns para com os outros. É recomeço, transformação. 

Um Verso (Inverso)
a poeta
gira a chave
do espelho do tempo
enfeita a árvore de Natal
lentamente escreve um verso
inverso
lentamente escreve um verso
enfeita a árvore de Natal
do espelho do tempo
gira a chave
a poeta
Isabel Furini

Final de dezembro
Celebramos o nascimento
De centenas de meninos
que quase vivem, 
quase morrem
quase ressuscitam ...
e nós ocupados
com fogos de artificio, presépios
e presentes
quase nos comovemos.
Magali Vidal Domingues

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Papai
Noel, José, Paulo...
Gordinho, esbelto, fortinho
Estatura padrão, baixo, alto
Cabelo grisalho, castanho, loiro
Olhos mel, verdes ou azuis
Polo Norte, Cachoeira ou João Pessoa
Não faz diferença
Quando se é referência
Quando se cativa no amor e na dor.
Na ausência são iguais
Bons velhinhos que amamos incondicionalmente
De quem temos lembranças,
De quem aprendemos ensinamentos.
Que o Natal chegue, 
Que a saudade amenize, 
Que as pessoas se conscientizem.
A vida continua,
Aprecie o hoje.
Catives e deixe-se cativar
Ame e deixe-se amar
Intensifique os encontros
Na certeza de que os reencontros terão mais significados.
Saudades do ontem
Beleza do hoje
Fé no amanhã.
Nany Santos

Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, menininha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…
Mário Quintana

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E AGORA DEZEMBRO
E agora dezembro
o que trazes pra nós,
Além do natal, além do verão
O que trazes então?
E agora dezembro.
Com você eu me lembro
meus sonhos de papel
do menino carente
que esperava um presente
do Papai Noel
E agora dezembro
quantas recordações
das antigas canções
das noites de natal
Todos juntos cantando
e as luzes piscando
em frente a catedral
E agora dezembro
tudo está diferente,
Não existe presente
para comemorar,
Tudo virou tristeza
pois no centro da mesa
está sobrando um lugar
E agora dezembro
o que fazer afinal,
Me dá um sinal
Pra que eu possa entender.
Me diga que ainda
está tudo igual
É dezembro, é natal
E o menino Jesus 
continua a nascer
Gonçalino Fagundes

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