Uma História Trepidante

11/03/22 às 08h35



Guillaume Musso é o autor francês    que    mais vendeu livros neste começo de século.  São mais de 35 milhões de livros  vendidos em todo o mundo. Nascido  em 1974 em Antibes, na Fança, começou a  escrever quando estudante e jamais parou e hoje é traduzido em 44 línguas,  com obras adaptadas para o cinema.

Depois de terminar o ensino médio, partiu para os Estados Unidos aos 19 anos. Passou vários meses em Nova Iork vendendo sorvete, até que voltou para a França, onde, formado em Economia,  ensinou em escolas secundárias. O sucesso literário começou com “Depois,” publicado em 2004,  que vendeu mais de um milhão de cópias na França e foi traduzido para  23 idiomas,   contando uma história de um homem  que retorna à vida depois de tocar a morte. No Brasil, seu maior sucesso é “Um apartamento em Paris.”

Em “A vida secreta dos  escritores” (Editora L&PM, 303 páginas, R$  64,90), ele conta a  história de um célebre escritor, de nome Nathan  Fawles, que anuncia, para espanto de todos,  que estava abandonando a  carreira literária. Depois de ter publicado três romances que se tornaram cult, em 1999, com grande sucesso de crítica e público,  ele revela  que se isolaria em  Beaumont, uma ilha tranquila e paradisíaca no Mar Mediterrâneo.

A história corta para o outono de 2018,   com  o escritor em absoluto silêncio,  sem dar nenhuma entrevista ao longo  destes vinte anos. Seus livros continuam a  encantar e cativar cada vez mais leitores e, apesar da renúncia à literatura,  seu sucesso só aumenta.  É quando Mathilde Monney, uma jovem jornalista  suíça  fascinada pelo mistério,   decide ir até a ilha para tentar desvendar este segredo.

No     mesmo    dia    em   que Mathilde chega a Beaumont, um corpo de mulher é encontrado na praia. As autoridades cercam a ilha e iniciam uma investigação. Começa então  entre Mathilde e Nathan um perigoso jogo, no qual convivem verdades ocultas e  mentiras assumidas,  onde se chocam o amor e o medo. 

A crítica recebeu com muitos elogios este livro, classificando-o como um  quebra-cabeça literário,  uma verdadeira e trepidante história  que só se revela quando o autor  finalmente coloca a  sua última peça.

Trecho:
“Nos anos que se seguiram à sua saída de   cena,  outros autores haviam tentado  reproduzir seu estilo, aspirar seu universo, imitar sua maneira de construir um relato ou de simular sua sensibilidade. Para mim, porém, ninguém chegara nem perto.  Havia um único Nathan  Fawles. Gostando ou não de sua obra,  era preciso reconhecer que  Fawles era um autor singular.  Bastaria percorrer uma página  qualquer de um de seus livros  para saber que ele  o havia escrito.  E, para mim,  essa sempre foi a  verdadeira marca  do talento.”
(página 31)
        
HEROÍNA DA SEGUNDA GUERRA   
A história de Irena Sendler, uma das maiores heroínas da Segunda Guerra Mundial, é contada em “Os filhos de Irena” (Editora Globo Livros, 320 páginas, R$ 49,90), de autoria da historiadora  Tilar J. Mazzeo,  que efetuou pesquisas detalhadas, buscou documentos da época e fez entrevistas com sobreviventes para escrever sua obra. A história acontece em 1942, quando Irena, com livre acesso ao Gueto de Varsóvia, conseguiu fazer com que milhares de crianças condenadas à morte com suas famílias deixassem a Polônia sem que os soldados nazistas percebessem. 

NOVO ROMANCE DE ISABEL ALLENDE  
Lançado    há   duas semanas,  “Violeta,” o novo romance da chilena Isabel Allende,  já está na lista dos mais vendidos no Brasil. Na história, Allende relata  a vida de uma mulher que nasce durante a pandemia da gripe espanhola, em 1920,  e morre exatos cem anos depois, durante a pandemia da covid-19. Nascida  em 1942, Isabel Allende tem sua obra marcada pela ditadura militar no Chile, implantada com o golpe  de 1973 que derrubou  o governo do primo de seu pai, o presidente Salvador Allende.  Seu livro mais editado é “A casa dos espíritos,” lançado em 1982 com grande  reconhecimento de público e crítica.

Leituras:
“A   cultura   é uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo escravo.”
(Antônio Lobo Antunes, escritor e psiquiatra português).

Destaques:
A DANÇA DAS MEIAS

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Autor:
Alcione Sortica                    

Natural de Cachoeira do Sul, Alcione Sortica foi contista, cronista, ensaísta e poeta. Premiado com o Troféu Pedro Aleixo –Personalidade Notável- e com o Troféu Carlos Drummond de Andrade, integrou diversas academias de letras no país. Escreveu, entre outros, os livros “Cacos do tempo,” “Beira de açude,”  “Peneirando estrelas,”  “Um ponto no tempo,” “Plenilúnio” e “Caminhos na noite.”
Editora Alternativa. 160 páginas.  R$ 27,90.
    
REFLEXÕES SOBRE A  VAIDADE DOS HOMENS

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Autora:
Matias Aires                           

Nascido em São Paulo  em 1705, Matias Aires  é considerado o primeiro filósofo brasileiro. Pouco prestigiado no Brasil,  este livro é a sua obra mais famosa,  tendo sido publicado tardiamente. Nele, Matias Aires  analisa o comportamento do homem em que considera que, mesmo a partir  de diferentes pontos de vista, a vaidade é a maior paixão da humanidade,  que motiva a vivência  pautada na superficialidade. O filósofo faleceu em Lisboa, em 1763.
Editora Principis. 144 páginas. R$ 19,90.           

(As obras apontadas  no Blog dos Livros  podem ser encontradas   junto à Revistaria e Livraria Nascente,  na Rua Saldanha Marinho,   1423, Cachoeira   do Sul) 

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