Gilka Machado

20/07/2022 08:45 - por Tiago Vargas



Nasceu no Rio de Janeiro, em 12 de março de 1893. Foi uma importante romancista e poeta brasileira. A Revelação dos perfumes, de 1932 foi sua publicação mais relevante. Em sua escrita peculiar retratou a liberdade dos instintos femininos sem reservas, com uma singular linguagem direta e franca, extremamente diferente do que era praticado pelos poetas do período. Sua poética se caracterizou pelas metáforas arrojadas e pela ousadia de temas. Amores proibidos, pecados e traições foram assuntos recorrentes em sua produção. Espécie de anarquista romântica. A liberdade como bússola. Segundo Drummond, contemporâneo de escrita. Gilka foi a primeira mulher nua da poesia brasileira. 

... que saudade enorme!
Não do meu passado,
Mas de uma outra vida
Não por mim vivida!
Trecho do poema “Ao som de um sino’’
Gilka Machado

\

Há certas almas
como as borboletas,
cuja fragilidade de asas
não resiste ao mais leve contato,
que deixam ficar pedaços
pelos dedos que as tocam.
Gilka Machado

paisagem
sol é pressão
na porta em fresta
saliva no sulco
a língua lambe
sem pressa
desperta rugidos
na floresta
Cristina Macedo

O desconhecido
Um espelho sem reflexo,
uma fotografia sem uma câmera.
Como alguém consegue ser tão bom?
Sem ter olhos, boca ou razão.
Como um amigo imaginário,
até talvez um namorado.
Não sei ainda, não bati papo.
Mal conversei, não estava acordado.
Não sei quem é, nem onde veio.
Só sei que fez, eu me sentir inteiro.
Busco o nome, conhecer essa entidade.
Que provavelmente, não existe nessa realidade."
Nett

Misto de emoções
Lágrimas secas como pétalas caídas de flores mortas enterradas em solo frágil.
Sentimentos escassos. 
Cheiro de vazio, ego inflado.
Transbordando ódio, coração de lata.
Misturas de poções incompreendidas jamais interpretadas...
 São da cor dos fins de tardes em constantes mudanças   uma verdadeira obra de arte.
Chaniele Gomes

Vida
Assim como outra qualquer palavra
É escrita, e também apagada
Uma palavra em um papel, 
uma história de autoria do destino
Mesmo com carinho em amor
E, em seu fim resta a saudade e lembranças
Que liga risos ao choro,
amor ao desespero, e pior
Converte, mente e mal faz
Aquele que só queria alguém para amar
O reencontro nem sempre é definitivo,
mas sim passional
Nunca um adeus,
tanto que nem houve tal
Um até logo
Aqui fica a minha vontade, 
de dar uma vida, 
até a minha, 
por um minuto, 
segundo
Ou, o tempo que for.
Aloisio da Rosa Berger

A rua
Não existe ninguém perto de você.
Apenas eu. Silenciosa. 
Poucas luzes me iluminam. 
Alguns passos sobre meu corpo. E quando os carros passam, com o passar do tempo, me deixam marcas.
Agora, não existe ninguém perto de você. Sou o que mais se aproxima de tua janela, hoje serei tua. 
Sei que você gosta de caminhar e deixar seus pensamentos encostados em mim. 
Sou feita de cimento, brita e piche. Sou quieta, do mesmo jeito que estas agora. Sou a rua. Hoje tua companheira.
Mirela Kruel

17/08/2022 09:15

Pablo Neruda

10/08/2022 08:50

A poesia de Hilda Hilst

03/08/2022 09:00

A poesia Beat

27/07/2022 08:45

Ryane Leão

13/07/2022 08:35

André de Moura Carvalho

29/06/2022 09:30

José Carlos Limeira

22/06/2022 09:50

Glauber Vieira Ferreira

08/06/2022 10:55

Fotopoemas

25/05/2022 08:40

Milton Avena Rauber