Os fantasmas do Theatro

21/04/22 às 09h36



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Em recente visita a São Paulo havia um lugar que eu ansiava conhecer. Existe muita coisa legal para se ver na maior cidade do país, coisas que uma interiorana como eu não consegue apreciar como deveria porque se sente perturbada pelo cotidiano afoito das grandes metrópoles. Eu sou apreciadora do sossego interiorano e é um dos motivos pelos quais amo Cachoeira. Vamos combinar, até um filme de terror 3D é mais tranquilo do que dar uma volta em uma grande cidade.

Mas existe um lugar que eu jamais me perdoaria se não chegasse perto, se não visse com meus próprios olhos. Pela história, pela beleza, pela importância, pela imponência. Claro, tudo isso é muito belo e compreensível, mas o que me despertou interesse absoluto foram os fantasmas. Muitos prédios antigos e históricos em São Paulo, bem como no mundo todo, guardam as suas histórias de assombração. Mas nenhum com a grandeza do Theatro Municipal. E me fez lamentar, que Cachoeira poderia ter o teatro mais antigo do Rio Grande do Sul, que a cidade já teve dois grandes teatros e hoje não temos mais nenhum. E nem histórias de fantasmas (destes prédios é claro, porque de outros tem). Viu só a importância de cuidarmos dos prédios históricos? É um serviço para os vivos e os mortos.

Dizem que no Theatro Municipal de São Paulo há muitos, muitos fantasmas. Os profissionais do local contam que ouvem passos nas escadarias, mesmo quando fechado, e ao irem ver o que é, nunca tem nada. Nada que eles possam ver. Também falam sobre as vozes, escutam conversas, burburinhos, como se nos corredores tivessem centenas de pessoas conversando, um evento grande, uma festa, para a qual os vivos não foram convidados.

Também tem as luzes que piscam, dia e noite, misteriosamente, mesmo que não existam problemas elétricos. Não poderiam faltar os pianos, claro, eles tocam sozinhos. E durante a noite a atividade paranormal sempre aumenta. Os vigias noturnos contam dos sustos, das aparições de artistas que um dia se apresentaram ali e continuam voltando, séculos depois. As roupas dos fantasmas é característica do Século XIX. Eles são vistos pelos palcos, pelas coxias e é claro, seus sussurros ouvidos pelos camarins fechados. Uma preparação para a apresentação eterna.

Eu queria dizer que vi fantasmas no Theatro, que ouvi chamarem meu nome e quando me virei para trás não tinha ninguém. Queria dizer que tinha uma sensação incômoda, que algo me convidava a caminhar naquele local destinado à arte há tanto tempo, mas lamentavelmente, nada disso aconteceu. No entanto, jamais diminuo as lendas e as histórias de quem teve experiências sobrenaturais ali. Só porque nem todo mundo vê, não quer dizer que não exista.

Curiosidade: Teatros são locais favoritos dos fantasmas, existem lendas e histórias de assombração em Manaus, Paris, Nova Zelândia, Los Angeles e até na China. A visita de fantasmas antes de estreia é considerada sinal de boa sorte por muitos artistas prestes a subirem nos palcos.

Frase: “Pode soar estranho, mas a alma de artista é movida por mistérios”. Rafaela Panceri

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