XXV Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas

27/04/22 às 09h10



Estão abertas as inscrições para o XXV Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha de Poemas. o concurso tem como premissa estimular a criação literária e revelar novos talentos na escrita. Para participar é preciso residir no município. Cada participante poderá concorrer enviando um único poema. Este deve ser inédito, nunca publicado, nem mesmo em redes sociais. O poema deve ter no máximo 25 versos, título e deve estar em um arquivo de Word, fonte 12 Times New Roman ou Calibri. As inscrições irão até o dia 20 de junho, porém não deixe para última hora. A solenidade de premiação ocorrerá no dia 01 de julho.  Os envelopes com os poemas deverão ser entregues na recepção do jornal ou enviados pelos Correios. O concurso literário divide-se em três categorias: infantil, juvenil e adultos. O regulamento completo está disponível no site e na edição impressa do periódico.  Participem!

Vento nosso
Nas ruas da minha aldeia o vento dorme
Às vezes ele envolve algum cão
em outras tantas não
quem sabe um bêbado caído
lá o vento vá como agasalho
pegando força na curva do rio
é o oficio do sopro da terra
quando entra às ruas da cidadela
que é só cicatriz na paisagem
ventania vira aragem
acaricia ou bate
e que assim seja
temos ao menos o vento.
Diogo de Souza Lindenmaier

Ócio poético
eu gosto das possibilidades
que a poesia me proporciona
além das palavras
gosto da vadiagem
da vagabundagem
da marginalidade
da viagem do ócio criativo
ativo no meu pensamento
na caça das palavras
no encaixe das rimas
fico viajando
horas e horas
procurando a perfeição
em forma de poesia.
Camila Rosa Matos

Morada dos loucos
Na poesia encontro abrigo
uma casa abandonada
quando me vejo perdido
e no palácio das palavras
descubro algum vestígio.
da vida, que flui como um rio
do amor, que causa calafrio
do meu próprio-eu que desconheço
encontro a saudade, vazia.
percebo que ... perder é uma arte
e a poesia que me invade
percorre todo meu corpo
causando frio na espinha
dando voz ao pranto, retirando o manto
que encobre esse mundo sombrio
a dose certa das palavras
que algum escritor mediu
já não me sinto sozinho
pois no banquete das estrofes
alimento meu caminho
sinto o som do silêncio
espaços em branco me causam arrepio...
toda poesia é morada dos loucos
mas também dos poucos
que compreendem o vazio.
Rodrigo Menezes

Inspiração
A alvorada suplica a esperança
parece que não há mais tempo
nas ruas, visivelmente desertas
olhares andam a passos largos
medo, angústia, perdas, dor ...
o efêmero não se faz presente
e o momento ininterrupto torna-se o cotidiano.
clama-se por sorrisos
e tímidos surgem
cobertos por máscaras
o poeta com suas mãos tremulas
hesitante derrama lágrimas
e, por alguns momentos, 
tenta desviar o tema
de repente, surge a cena:
uma criança sentada na calçada
a dar gargalhadas
seu sorriso não se vê
mas a sua alma transborda
de amor e de esperança!
então, o poeta alimenta-se
de toda aquela inocência 
e, altivo, finaliza seu poema. 
Sandra Luciane De Aragão Teixeira

Senhora
Netuno te guarda sob as Graças de Conceição
Em leito de areia, se aforam tuas ruas
No teu riso da praça, dançam tuas águas
Em ti, 
Paraíso é semeado,
Quedas erguem Pontes,
Pedras ladrilham o tempo,
Lares e Centros emanam a fé.
Teus casarões sombreiam pajés descalços,
Filhos herdeiros das cestarias.
Tua identidade e tuas Comunidades Remanescem
Tua terra plural alimenta e tuas histórias nutrem.
Ainda te faltam esquinas para refugiar quem chega
E sobram nas paredes as faces da despedida.
Tua alma tem rugas de coragem.
Teus filhos, novos sobrenomes,
Tuas lágrimas, gosto de rio. 
Tua voz, Cachoeira, é o violino que ecoa
A prece materna nos ares do Sul. 
Gabrielly Vieira Ribeiro

Coração caborteiro
Gosto da liberdade do vento
Esta que embaralha os cabelos
Despenteia os pensamentos
Numa ordem invertida
Contentamento desta vida...
Amar é algo único
Não depende de outrem
Depende apenas da gente
Nas paralelas dos trilhos do trem...
Sempre terá alguém partindo
Sempre algum outro que vem
Não podemos é viver esperando
Nesta mesma estação...
Meu coração é caborteiro
Não é escravo de paixão
Prefere ser andarilho
De inverno a verão
Só vai se acomodar no outono
Pra se podar mais um pouco
Mas volta na primavera
Amando poeta louco!
Mara Garin

O muro
Como num passe de mágica,
A vida deixa de ser trágica
Quando acaba o meu dia
E, na noite, solto a poesia.
Dor, tristeza, desencanto,
De tudo afasto meu pranto
E a palavra, antes tão muda
Liberta-se e fica desnuda.
Mas,quando o dia amanhece,
Ela se aquieta, adormece.
Então, preciso derrubar o muro
Que separa a noite do dia,
Deixar florescer a fantasia
E bordar com poemas meu futuro.
Neícla Bernardes

Fome
Ventos rondam minhas proximidades,
percorrem meus relevos
e penetram surdamente...
...no silêncio das minhas palavras,
onde encontram sossego
e descobrem a poesia secreta
que sacia a minha fome.
Marion Cruz

18/05/22 às 17h05

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11/05/22 às 09h10

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04/05/22 às 13h40

João Paulo Paes

20/04/22 às 09h11

Gonçalino Fagundes

13/04/22 às 08h48

Lygia Fagundes Telles

06/04/22 às 08h30

O profeta, de Khalil Gibran

30/03/22 às 08h40

Elizabeth Bishop

23/03/22 às 08h30

Zulmira Ribeiro Tavares

16/03/22 às 08h20

Alphonsus de Guimaraens

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