A moça do táxi

14/04/22 às 09h55



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Essa é uma lenda urbana original de Belém no Pará, mas muito famosa no Brasil e com diversas variações.

A história é sobre Josephina Conte, nos anos 20, sua família veio da Itália para residir em Belém e abrir uma fábrica de calçados. Ela era a filha mais moça, pequenina e magra em excesso, a doença só foi notada quando já não tinha mais cura. Na época o diagnóstico foi de tuberculose, mas hoje em dia avaliando o caso ninguém tem certeza, falam até em linfoma. A medicina pouco avançada atestou a doença que matava a maioria das pessoas na época. O fato é que Josephina morreu sozinha, isolada em um quarto, logo que completou 16 anos. Com sua morte, nasceu a lenda.

Enquanto viva, Josephina adorava passear de carro. Dizem que depois de morta também. Passear de carro atualmente para nós é banal, mas imagine nos anos 20, estava muito longe de ser rotina. Os táxis nem mesmo eram chamados de táxis e sim de carros de praça. Um ano antes dela morrer, o pai a levou para um passeio de carro pela cidade de Belém, um presente de aniversário. E foi no dia 19 de abril.

Cinco anos após sua morte, a família estava em casa almoçando quando o primeiro motorista apareceu. Ele disse que deixou uma menina ali naquela casa, na noite anterior, mas já estava tarde e ele não esperou que ela buscasse o valor da corrida, por isso estava voltando para receber. No início as pessoas não entenderam, nenhuma das mulheres da casa havia saído no dia anterior, então o motorista viu o quadro na parede, era Josephina, a moça que ele havia trazido do cemitério até aquela casa.

Depois que contaram ao motorista que ela já estava morta há cinco anos, a família insistiu em pagar a corrida, mas ele não aceitou. Ninguém duvidou que Josephina tivesse voltado para casa no dia do seu aniversário, afinal, era um presente que ela pediria ao pai todos os anos, caso não tivesse morrido.

E aconteceu outras vezes, em outros anos, sempre no mês de abril. A moça que se recusava a ir embora de Belém ficou conhecida, seu túmulo venerado por dezenas de pessoas que lhe atribuem santidade e comparecem ao cemitério com pedidos de ajuda e muitos agradecimentos. Outrora a moça do carro de praça, agora, a moça do táxi.

Curiosidade: Em 1931, durante o cortejo da jovem, o carro aberto passou em um buraco e a tampa do caixão se abriu, fazendo com que as pessoas achassem que era a própria Josephina se recusando a morrer. E o mito lhe envolvendo teria começado exatamente ali.

Frase: “O medo da morte transforma a vida em uma fúnebre existência”. Marcelo Queiroz.

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