XXV Prêmio Paulo Salzano de Poemas

01/06/22 às 10h45 - por Tiago Vargas



Nosso concurso literário chega em 2022 à sua XXV edição. Certame histórico que já premiou mais de cem poetas de diversos estilos e vertentes literárias. Concurso plural e democrático que tem como premissa estimular a literatura, a leitura e revelar novos talentos. Para participar basta escrever um poema de no máximo 25 versos, tema livre, digitar em fonte 12, Times New Roman, com título e pseudônimo. Esse poema deve ser enviado em 3 vias e colocado dentro de um envelope grande, sem remetente e com a seguinte inscrição, XXV Prêmio Paulo Salzano Vieira da Cunha De Poemas, categoria pertencente e a escola se for estudante. Nesta edição, a escola com maior número de inscritos receberá um troféu de participação. As categorias do concurso literário são, infantil, que compreende dos 7 aos 11 anos; juvenil, dos 12 aos 17 e adulto a partir dos 18 anos de idade. O poema deve ser inédito, nunca publicado, nem mesmo em rede social. Dentro deste mencionado envelope maior deve conter outro pequeno, também sem remetente e com as seguintes informações na parte de fora; nome do poema, pseudônimo e categoria. Dentro desse respectivo envelope os dados de identificação do participante. Nome completo, endereço, telefone, escola, professor (se estudante). Os envelopes podem ser postados nos Correios ou deixados na recepção do Jornal. As inscrições se estendem até o dia 20 de junho. Serão premiados os dois primeiros lugares de cada categoria. Serão ofertados aos vencedores curso de idiomas na Fisk, cheque presente oferecido pela Rohde Advogados Associados, troféus, certificado e mais um pacote de produtos do Jornal do Povo, entre os quais assinatura da Revista Linda e do jornal impresso. Regulamento completo pode ser conferido no site ou retirado na recepção do Jornal do Povo. Leia, viva, inspira-se, escreva, inscreva-se. Participe.

Retalhos de tempo
A ambição por mais tempo é tamanha
que chego a desejar ressuscitar horas mortas.
Apego-me a retalhos de tempo
como se fosse uma salvação única.
Habito no intervalo entre os ponteiros do relógio
e procuro resgatar minutos perdidos.
Acelero meus passos pra vencer
um compromisso inadiável com algo que
nem mesmo sem o que é.
Transcorro o calendário cuidadosamente
desfrutando cada dia com urgência de viver.
Percorro as páginas do diário do tempo
como uma adolescente sem amanhã
Se delicia com um livro de romance.
Degusto vagarosamente
fatias do tempo como uma criança
saboreia um bolo de chocolate.
Gabriela Vidal Domingues

Poema
Cadê teus amigos? 
Cadê tua música, teus momentos, tuas escritas?
Cadê tuas memórias?
Cadê o toque sensível dos teus dedos, tuas lágrimas? 
Quem é você? 
Quem te faz mal? 
Quem te faz sorrir? 
Quem é você, no agora?
Enquanto casam, amam, atam, separam, matam, criam, fecundem, procriam, morrem, findam, roubam, prendem, ganham, crescem, sucumbem à prece, bisbilhotam, fofocam e planejam, caem, sobem, beijam e destroem.
Se o que “passou, calou e o que virá, dirá”, o que passou e calou, encerrou? Ou anda a espreitar-te nas entrelinhas do teu pensamento, mergulhado num submundo subconsciente de estruturas disfuncionais, tal como em “O pensador”?
Agora talvez você seja o que deseja ser num futuro que irá dizer? 
Quem é você? 
O que dizem? 
O que importa? 
Cadê teu sorriso fresco, espontâneo, “fresh”?
Você está no início, meio ou fim? 
Pré ou sufixo do teu eu?
Quem é você? 
Apresente-se, por favor. 
André Carvalho

POEMA&DUALIDADE
o poema é dualidade
faz renascer as palavras
cria distâncias e silêncios
- entre silêncios e versos
respira a eternidade.
Isabel Furini

Fundo do Poço
Brasília tropical
Senado capital
Paraíso federal
Um prato deitado
Um prato emborcado
Castelo de papel
Peões a granel
Sonho de poucos
Utopia dos roucos
Espetáculo circense
Escândalo forense.
Renate Elisabeth Schmidt

Cartão-postal
Teu passo apressado
Tua estranha gente estranha
Multidão - solidão - redenção
Tem gol na beira do rio
Circo armado nos semáforos
Sexo travestido nas esquinas
Voluntários-viadutos-solitários
Teu porto cinza
Teu sol se põe alegre
César Roos

Poema do Abraço 
no abraço universos e mundos são criados
no abraço mora o perdão a amizade o amor
coisas pequenas que fazem grandes as existências
do abraço forças propulsoras dão o movimento necessário a vida
impulsiona sentimentos adormecidos
amores esquecidos
abraços acordam despertam e dormem
por isso não se pode negar abraço
porque nele existe algo de sagrado
nele se sente o corpo no corpo
a batida do coração no coração do outro
e nessa batida não há como esconder
nessa batida mora alguma verdade
dar abraço é retirar o véu da alma
é revelar o não dito
é dizer o que cala
o abraço é uma morada
o gesto onde nasce um sentimento
Mirela Kruel

22/06/22 às 09h50

Glauber Vieira Ferreira

15/06/22 às 08h50

Academia Cachoeirense de Letras

08/06/22 às 10h55

Fotopoemas

25/05/22 às 08h40

Milton Avena Rauber

18/05/22 às 17h05

José Carlos Capinam

11/05/22 às 09h10

Dércio Braúna

04/05/22 às 13h40

João Paulo Paes

20/04/22 às 09h11

Gonçalino Fagundes

13/04/22 às 08h48

Lygia Fagundes Telles

06/04/22 às 08h30

O profeta, de Khalil Gibran

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Elizabeth Bishop