Blog dos Espíritos

A casa espírita

26/02/2024 10:38 - por Rosane Sacilotto

Templo de luz
“Quando se abrem as portas de um templo espírita, uma luz divina acende-se nas trevas da ignorância humana e através dos raios benfazejos desse astro de fraternidade e conhecimento, que brilha para o bem da comunidade, os homens que dele se avizinham, ainda que não desejem, caminham sem perceber para a vida melhor”.  (Emmanuel)

O centro espírita é sempre um santuário de renovação mental na direção da vida superior, é um templo de oração onde, sob as bênçãos do Evangelho, entramos em comunhão com Deus, com Jesus e com os amigos espirituais que nos assistem. Nele encontramos uma oficina de trabalho, através da qual nos candidatamos a instrumentos da bondade Divina na ajuda aos irmãos em humanidade.

É uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, buscando as lições do Cristo na cartilha do Evangelho. Com a casa espírita instala-se entre os homens um posto de socorro a encarnados e desencarnados, iluminando os caminhos e abrindo novas perspectivas de aprimoramento e progresso para todos.

Trabalho e estudo
A primeira casa espírita foi inaugurada por Allan Kardec em 1º de abril de 1858, denominada Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, e continha a declaração, no artigo inicial de seu estatuto: “a sociedade tem por objeto o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas”. 

Suely Caldas Schubert, em sua obra “Dimensões espirituais do centro espírita” bem define todo trabalho e importância deste templo de caridade: “O centro espírita é muito mais do que a casa física que lhe serve de sede. Transcende às paredes, aos muros que o circundam e ao teto que o cobre.

Em verdade, o centro espírita é um complexo espiritual em que se labora nos dois planos da vida, a física e a extrafísica, e com as duas humanidades, a dos encarnados e a dos espíritos desencarnados.Em razão disso, as providências e cuidados da Espiritualidade Maior são imensos quanto ao planejamento e a organização de uma instituição espírita. (...) Os alicerces espirituais, portanto, são ‘levantados’ bem antes, servindo de modelo para a obra que se pretende edificar no plano terreno”.

A mesma obra traz uma reflexão das principais atividades que norteiam os trabalhos: “Templo, lar, hospital, oficina, escola, o centro espírita reúne tudo isso, sendo essencialmente o ponto de encontro de almas que anelam por respostas, que buscam a paz e que despertaram para a necessidade de se renovarem interiormente, sob as luzes do Consolador prometido por Jesus”.

Como escola, a casa espírita é o local onde temos a oportunidade de aprender e ao mesmo tempo transmitir aos outros o que temos aprendido em nossa existência. Devemos, assim, aproveitar bem o tempo em que estivermos em atividade no centro para que possamos captar da Espiritualidade Superior os ensinamentos que nos auxiliam no nosso equilíbrio espiritual. 

Como casa de recuperação espiritual, o centro espírita auxilia-nos na cura de nossas deficiências e fraquezas espirituais, nos medicando com a oportunidade do trabalho junto ao próximo através da assistência social, dos passes, das reuniões mediúnicas e de estudo, cumprindo-nos tudo fazer pelo sucesso de suas atividades. Nenhum trabalhador que serve, embora com a simples presença, a uma instituição desta natureza, deve esquecer a dignidade do encargo recebido e a elevação da tarefa que lhe cabe. 

Auxiliando a renovação do ser
O centro espírita insere-se na sociedade, nela exercendo significativa influência. Cumprindo a sua função, ele prepara o homem-espírita, em todas as faixas de idade, para atender ao preceito trazido por Allan Kardec: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações”. 

A casa espírita mostra o roteiro que esclarece as mentes nos dando caminhos para enxergarmos os valores reais para o Espírito imortal que somos. É o lugar propício para encontrarmos a paz, o reconforto, a compreensão e o acolhimento. Porém, é imprescindível que nos modifiquemos, aceitando que ainda somos seres imperfeitos em busca da evolução espiritual, que aceitemos uma vida nova, pautada nas lições e ensinamentos do Evangelho do Mestre Jesus.

XAVIER, Francisco Cândido - Emmanuel – O Centro Espírita (mensagem psicografada em abril de 1950).
KARDEC, Allan. "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
SCHUBERT, Suely Caldas. “Dimensões espirituais do centro espírita”.

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