A garota poltergeist

28/04/22 às 09h00



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Você lembra de Leonice Fitz? Talvez não com esse nome, mas com o apelido que ficou nacionalmente conhecida: a garota poltergeist. Agora lembra?!  Leonice nasceu em Santa Rosa. Apresentou alguns problemas psíquicos desde que era bebê, segundo a própria mãe, mas foi aos 13 anos de idade que ganhou destaque nacional. Nos anos 80 Leonice vivia a sua infância tranquila no interior de Santa Rosa, foi quando começou a brincar com os poderes sobrenaturais que tinha.

Em casa fazia as luzes acenderem e apagarem sozinhas, tanto que seguidamente elas explodiam. Movia objetos com a força dos olhos, fazia colchões tremerem, levitarem e dobrava-os ao meio. Seguidamente irritava a mãe ao quebrar as louças e outras coisas dentro de casa. Na escola assustava alunos e professores ao produzir sons estranhos e inumanos, divertia-se ao fazer os bonés dos meninos levitarem e pararem em cima do telhado. No caminho de casa fazia as pedras rolarem pela estrada de chão por onde passava.

E quanto tempo algo assim passa desapercebido? Bem, se houvesse internet popular e aplicativos de mensagens instantâneas na época, talvez alguns segundos. Mas, como os anos 80 ainda estavam longe da nossa atual tecnologia, a menina ficou no anonimato por meses. Depois um jornal local publicou o caso, já que era falada por vizinhos e colegas. Em 1988 ganhou cenário nacional quando o programa Fantástico exibiu uma matéria sobre a Garota Poltergeist de Santa Rosa.

Aí que sua vida degringolou. Centenas de pessoas procuravam a casa da família para conhecer a menina, que aos 13 anos, possuía habilidades paranormais. Isto tudo porque, na matéria exibida na televisão, Leonice deu demonstração do que era capaz, movendo um colchão da cama apenas com a força do pensamento. Muitas vezes a família precisou chamar a polícia, pois mais de cem curiosos paravam na estrada de terra em frente à sua pequena casa.

Na época, o padre e parapsicólogo Edvino Friederichs visitou a família várias vezes e conversou com todos os membros, principalmente a garota. Ele teria testemunhado vários fenômenos. Por fim, afirmou que não havia nada de almas do outro mundo na casa, a menina possuía telergia e tiptologia, fenômenos conhecidos na parapsicologia. O padre também não ajudou a família e afirmou que somente Leonice poderia fazer isso por ela mesma, mas ela não queria, pois se divertia com os ditos poderes.

A coisa foi perdendo a graça conforme a idade foi chegando para a menina, no fim da adolescência ela já havia voltado ao anonimato. Casou e teve uma vida sossegada, eventualmente era lembrada por repórteres e dizia que ainda possuía o dom de fazer muitas coisas, mas evitava porque depois de começar não sabia como parar. Leonice faleceu em 2010 aos 35 anos, vítima de câncer nos ossos, doença que atribuiu ao desiquilíbrio psíquico.

Curiosidade: Houve dúvidas no caso da menina e até mesmo acusação de fraude, afinal, se não houvesse, não seria mistério.

Frase: “Para os que querem acreditar, nenhuma prova é necessária, para os que não querem, nenhuma será suficiente...” Dito popular.

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