O jugo leve

23/05/22 às 09h10 - por Eleni Maria Machado



“Vinde a mim, todos vós que sofreis e que estais sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós, e aprendei de mim que sou brando e humilde de coração, e encontrareis o repouso de vossas almas; porque meu jugo é suave e meu fardo é leve”. (Mateus, cap. XI, v.28, 29 e 30).

Todos os sofrimentos, misérias, decepções, dores físicas, perda de seres queridos, encontram sua consolação na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele, ao contrário, que não espera nada depois desta vida ou que duvida simplesmente, as aflições se abatem com todo o seu peso, e nenhuma esperança vem suavizar-lhe a amargura. Eis o que levou Jesus a dizer: “Vinde a mim, todos vós que estais fatigados e eu vos aliviarei.”

Entretanto, Jesus coloca uma condição à sua assistência e à felicidade que promete aos aflitos; essa condição esta na lei que ensina, o seu jugo é a observação dessa lei, mas esse jugo é leve e essa lei é suave, uma vez que impõem por dever o amor e a caridade.
(Evangelho Segundo o Espiritismo, cap., VI, itens 1 e 2).

Quando Jesus aqui esteve entre nós, nos trazendo Sua mensagem simples, mas profunda, e que provoca grandes mudanças na humanidade, nos ensinando que “o amor cobre a multidão de pecados” e que “meu reino não é deste mundo”, deixando entendido que só alcançaremos a felicidade a que Ele se referiu, nos modificando, nos sujeitando à sua lei; mas que essa lei, esse jugo é suave porque é baseado no amor e na caridade.

E indica o caminho: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”; “fazer ao outro o que gostaríamos que o outro nos fizesse”. Esta aí a receita do sucesso. Mas se sabemos o que fazer, porque não fazemos? Porque, ainda, não estamos prontos. Ainda as gigantescas imperfeições que carregamos dentro de nós: orgulho, egoísmo, vaidade, preguiça, indiferença, etc..; são os inimigos com os quais temos que “guerrear” nos tempos atuais.

Mas Jesus conhecia e conhece muito bem as nossas imperfeições e o quanto ainda teremos que lutar para transformá-las. Por isso disse: “Vinde a mim, todos vós que estais fatigados e eu vos aliviarei”; e assim nos mostra o caminho que deveremos seguir para a vitória de nós próprios. 

O Cristo consolador

O Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”. Mas de que forma se achar feliz sofrendo, não sabendo por que se sofre? O Espiritismo lhe mostra a causa nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia seu passado; mostra-lhe o objetivo naquilo em que os sofrimentos são como crises salutares que conduzem à cura e são a depuração que o assegura a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha o sofrimento justo; sabe que esse sofrimento ajuda o seu progresso e o aceita sem lamentar, como o obreiro aceita o trabalho que deve lhe valer seu salário. O Espiritismo lhe dá uma fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se abate sobre sua alma. Fazendo-o ver do alto, a importância das vicissitudes terrestres se perde no vasto e esplêndido horizonte que ele descortina, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até o fim do caminho.

Assim o Espiritismo realiza o que Jesus disse do consolador prometido: conhecimento das coisas, que faz o homem saber de onde vem, para onde vai e porque esta na Terra; chamamento aos verdadeiros princípios da lei de Deus, e consolação pela fé e pela esperança.
(Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI)

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