Blog dos Espíritos

Lei de Sociedade

23/10/2023 09:37 - por Rosane Sacilotto

A vida em sociedade
A vida em grupo afeta a todos os seres, pois comportamentos, emoções, reações e decisões sofrem influência direta dos grupos em que estes estão inseridos, quer queiram ou não. Grupo menores como o familiar, de trabalho, de estudos, amigos, e até mesmo os animais com seus bandos, e macrogrupos, como a nação, o estado, a região ou a cultura.A Doutrina Espírita também nos traz ensinamentos frente à vida em sociedade, presentes no Livro do Espíritos, em sua terceira parte, na Lei de Sociedade.

Os Espíritos Superiores da Codificação introduzem o tema assim respondendo aos questionamentos de Allan Kardec: “Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação. Por instinto, os homens buscam a sociedade e todos devem concorrer para o progresso, auxiliando-se mutuamente”.

Sociedade e progresso
Nenhum homem possui suas faculdades completas, é, pois, através das interações sociais que elas se completam, para seu progresso e evolução. Por isso os homens foram criados para viver em sociedade e se auxiliarem uns aos outros. Pois a vida em sociedade é provocativa, ela estimula o movimento, o modificar comportamentos, opiniões, repensar o papel assumido diante dos outros. As influências socioambientais apresentam diferentes perspectivas, permitindo ao homem oportunidades de aprendizado no encontro com o outro. 

Encontraremos também no Livro dos Espíritos que o “homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente, mas nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Dá-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social”. Dessa forma, o progresso e a vida em sociedade se conectam de algum modo, enquanto Leis Naturais, de forma a sustentar o homem em seu processo de aprendizado e evolução.

Não nos é possível estabelecer o quanto cada influência socioambiental afeta cada um, mas há consenso sobre seu grande potencial de intervenção na formação de cada indivíduo e sobre as escolhas das pessoas. Na Revista Espírita de março de 1958, vamos encontrar uma entrevista de Allan Kardec e o relato do Espírito sobre o tema: “O pendor para o mal estava na vossa natureza, ou fostes também influenciado pelo meio em que vivestes? Resp. – Sendo um Espírito inferior, a tendência para o mal estava na minha própria natureza. Quis elevar-me rapidamente, mas pedi mais do que comportavam minhas forças.Se tivésseis recebido sãos princípios de educação, ter-vos-íeis desviado da senda criminosa? Resp. – Sim, mas eu havia escolhido a condição do nascimento”. Segundo esse Espírito, a condição de nascimento muito contribuiu para as escolhas e caminhos que seguiu e reconhece o quão diferente poderia ser sua história diante de outro cenário. 

Viver e conviver como irmãos
Desta forma, precisamos ver além dos nossos próprios desejos e crenças, identificar direitos, responsabilidades e deveres comuns, seja por respeito às normas ou porque já se consegue reconhecer no outro um companheiro de jornada. Temos obrigações perante o cenário social, segundo Kardec:”

Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais? Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. No vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impõe deveres recíprocos”. 

Haverá o tempo em que a sociedade perpetuará equilíbrio e amparo, permitindo que a vida em sociedade e as influenciações socioambientais assumam a posição de acolher ao invés de adoecer. Segundo Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo: “A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio.

Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam”.

Devemos considerar, então, o papel que cada um tem perante a vida e o ambiente em que está inserido, finalizando com a reflexão acerca do ensinamento de Emmanuel, presente em O Consolador: “Sem a harmonia de cada peça na posição em que se encontra, toda produção é contraproducente e toda boa tarefa impossível”. 

KARDEC, Allan – “O Livros dos Espíritos”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, “Revista Espírita” (edição de março de 1958).
Xavier, Francisco Cândido – pelo Espírito Emmanuel – “O Consolador”.

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