Elizabeth Báthory – a história de uma assassina

03/03/22 às 09h20



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Elizabeth Báthory entrou para a história como a mais sádica serial killer do mundo e ficou conhecida como Condessa Sangrenta. Ela nasceu em 1560 na Transilvânia (e não tem nada a ver com o Drácula). A região onde hoje se localiza a Hungria, passava por momentos complicados como uma guerra entre protestantes e católicos e um sistema feudal falho onde os nobres estavam sempre impunes.

Nossa assassina não nasceu assassina. Era de origem nobre, de uma família muito influente e uma moça extremamente comportada. Foi aos 15 anos que ela se casou com o primo, Ferenc Nádasdy, o responsável por apresentar-lhe um mundo sombrio, talvez não soubesse que ela se sentiria tão confortável nele.

O marido passava muito tempo fora de casa, tinha fama de talento para mortes em campos de batalha. Elizabeth precisou assumir o comando das propriedades da família, o que não era comum às mulheres na época. Foi aí que os rumores de maus tratos com a criadagem começaram a ser dissipados.

A viuvez chegou quando a condessa tinha 40 anos, junto com o ápice de seu sadismo. Dona de muitas propriedades em locais diferentes da Hungria, a condessa seduzia meninas de vilarejos com a proposta de trabalho e vida digna dentre os muros de seus castelos, mas as famílias nunca mais tinham notícias das moças.

Segundo o arquivo histórico da cidade de Budapeste, Elizabeth torturava, espancava e mutilava suas servas das formas mais cruéis possíveis e depois realizava o ritual que lhe conferiu seu eterno apelido: enchia banheiras com o sangue das vítimas e banhava-se nelas, em uma tentativa de retardar o envelhecimento (já pensou se a moda pega?).

Quantos corpos um assassino pode esconder e passar impune? Elizabeth não pôde esconder a vida inteira. Em 1600 uma denúncia pública foi feita contra ela por dezenas de famílias das garotas desaparecidas, mas a investigação foi aberta somente dez anos depois. Um emissário do Rei Matias II teria encontrado corpos e uma câmara de tortura no castelo onde vivia a condessa, além de cemitérios clandestinos em várias propriedades da família.

Ela foi sentenciada a morte, mas como era de uma família muito rica e nobre, sua execução não cairia bem entre a nobreza húngara. Dessa forma, quatro de seus cúmplices foram sentenciados à fogueira, enquanto Elizabeth ganhou uma pequena peça dentro de seu castelo, onde havia apenas buracos para ventilação e entregas de alimento. Por quatro anos ela resistiu ali, de forma insalubre, até que um dia foi encontrada morta.

Curiosidade: Elizabeth Báthory entrou para o guines book como a assassina mais prolífica de todos os tempos. Ao longo dos anos, 650 assassinatos são associados a ela.  

“A linha que divide o bem e o mal atravessa o coração de todo o ser humano”. Lady Killers.

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Ruínas de um dos castelos de Elizabeth Báthory
Imagens: Wikimedia Commons

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