Blog dos Espíritos

Lei Divina ou Natural – O bem e o mal

14/08/2023 08:51 - por Rosane Sacilotto

Conceitos e definições

O bem “é aquilo que enseja as condições ideais ao equilíbrio, à manutenção, ao aprimoramento e ao progresso de uma pessoa ou de uma coletividade”, segundo a definição encontrada no dicionário. Já para o mal, encontramos a seguinte sentença: “é tudo o que é prejudicial ou fere; o que concorre para o dano ou a ruína de alguém ou algo; o que é nocivo para a felicidade ou o bem-estar físico ou moral”.

Os conceitos de bem e de mal existentes na Doutrina Espírita são muito claros, de abrangência universal e atemporal, além de não produzirem dúvidas ou interpretações equivocadas, pois estão destinados a todas as pessoas, independentemente do nível evolutivo em que se encontram. Para os Espíritos da Codificação, por exemplo, “o bem é tudo o que é conforme à Lei de Deus, e o mal é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a Lei de Deus. Fazer o mal é infringir essa lei”.

A moral e a distinção entre bem e mal

Ainda no Livro dos Espíritos, apresentando-nos a definição de moral, encontramos como resposta: “A moral é a regra de bem proceder, isto é, a distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz em vista e pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus”. 

O homem possui meios de distinguir por si mesmo o que é bom e o que é mal, através da sua inteligência e de sua consciência, que é onde está gravada a Lei de Deus. Mas mesmo com essa possibilidade, ainda pode-se incorrer em erro, ao que sempre podemos recorrer aos sábios ensinamentos do Mestre: “Jesus disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis”. Também poderíamos chamar de solidariedade ou reciprocidade, fazer somente aquilo que gostaríamos que a nós fosse feito.

Desta forma, podemos nos questionar por que o mal existe, por que está na natureza das coisas, não seria melhor todos terem sido criados bons? E a esta questão também o Codificador obteve resposta: “Os Espíritos foram criados simples e ignorantes. Deus deixa que o homem escolha o caminho. Tanto pior para ele, se toma o caminho mau: mais longa será sua peregrinação. Se não existissem montanhas, não compreenderia o homem que se pode subir e descer; se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o Espírito ganhe experiência e, para isso, que conheça o bem e o mal. Eis por que há união do Espírito ao corpo”. Nisso resulta o nosso livre-arbítrio, onde podemos decidir qual caminho tomar, qual escolhas seguir.

Unicidade da Lei de Deus

Em muitas épocas, países, classes sociais diferentes, o mundo muda o tempo todos, mas o certo é que a Lei de Deus é a mesma para todos, sem distinção, “porém, o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade”. Quanto mais consciência possui do mal que faz, mais culpado será por seus atos.

Porém, não basta apenas que não pratiquemos o mal, é necessário que também façamos todo o bem que nos for possível, pois não podemos nos omitir e assistir de braços cruzados as necessidades de nossos irmãos. Todos nós temos a capacidade de sermos bons e praticarmos o bem, “não há quem não possa fazer o bem. Somente o egoísta nunca encontra ensejo de o praticar. Basta que se esteja em relações com outros homens para que se tenha ocasião de fazer o bem, e não há dia da existência que não ofereça, a quem não se ache cego pelo egoísmo, oportunidade de praticá-lo. Porque fazer o bem não consiste, para o homem, apenas em ser beneficente, mas em ser útil, na medida do possível, todas as vezes que o seu concurso possa ser necessário”.

Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, também nos traz belos ensinamentos sobre a importância da pratica do bem: “No Evangelho de Jesus, o convite ao bem reveste-se de claridades eternas. Atendendo-o, poderemos seguir ao encontro de Nosso Pai, sem hesitações. Se o clarim cristão já te alcançou os ouvidos, aceita-lhe as claridades sem vacilar. Não esperes pelo aguilhão da necessidade. Sob a tormenta, é cada vez mais difícil a visão do porto. A maioria dos nossos irmãos na Terra caminha para Deus, sob o ultimato das dores, mas não aguardes pelo açoite de sombras, quando podes seguir, calmamente, pelas estradas claras do amor”.

Assim, sigamos o caminho certo do bem, seguindo os passos do Mestre, praticando o bem, a caridade e o amor ao próximo.

KARDEC, Allan – “O Livros dos Espíritos”

HOLANDA, Aurélio Buarque De - Dicionário da Língua Portuguesa

XAVIER, Francisco C. -  Emmanuel - “Pão Nosso”

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